JPP questiona decisões sobre projectos do Lidl no Funchal
Élvio Sousa quer conhecer os fundamentos da rejeição de duas das quatro propostas submetidas a licenciamento e defende que a entrada de novos operadores pode reforçar a concorrência no sector alimentar.
O JPP questiona a falta de esclarecimentos sobre o processo de instalação do Lidl na Madeira, particularmente no concelho do Funchal. O líder do partido, Élvio Sousa, pretende conhecer os motivos que levaram à rejeição de dois dos quatro projectos submetidos a licenciamento.
Em comunicado, o partido afirma que recorreu aos tribunais para obter informações sobre o processo, depois de a Câmara Municipal do Funchal não ter disponibilizado os esclarecimentos solicitados. Segundo o JPP, foi assim possível apurar que apenas dois dos quatro projectos receberam parecer favorável.
"Porquê? A Câmara não esclarece", afirma Élvio Sousa, considerando que os fundamentos das decisões devem ser conhecidos, sobretudo por estar em causa a entrada de novos operadores num sector com impacto directo no orçamento das famílias.
O dirigente defende que a instalação de um terceiro operador na distribuição alimentar poderá reforçar a concorrência e alargar a escolha dos consumidores, numa altura em que o custo de vida continua a pesar sobre os agregados familiares.
O JPP associa esta questão a outras medidas que tem proposto para reduzir os encargos das famílias e das empresas, como a diminuição dos custos do transporte de mercadorias e da carga fiscal.
Élvio Sousa critica ainda a falta de concretização de algumas destas propostas pelo Governo Regional. "Não basta o Governo ter os bolsos cheios para gastar em megalomanias, enquanto os madeirenses têm os bolsos cada vez mais vazios para fazer face às necessidades mais básicas", afirma.
O líder do JPP defende uma estratégia que promova a concorrência, atraia investimento e reduza os custos suportados pelos consumidores.