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Três corpos encontrados em casa do atirador na Polónia

Além das seis pessoas mortas na rua em Cracóvia, a polícia descobriu cenário macabro

Foto Piotr Polak/PAP/EPA
Foto Piotr Polak/PAP/EPA

Três pessoas foram encontradas mortas em casa do autor do tiroteio que provocou seis mortos e 15 feridos em Cracóvia, na Polónia, onde foram decretados dois dias de luto nacional, anunciou hoje o primeiro-ministro, Donald Tusk.

As vítimas encontradas na residência do suspeito, duas mulheres e um homem, seriam provavelmente pessoas próximas do jovem polaco de 25 anos, declarou o chefe do Governo numa conferência de imprensa em Cracóvia.

O tiroteio ocorreu na zona histórica da cidade, no sul do país, quando o atirador abriu fogo indiscriminadamente contra pessoas que se encontravam na rua, provocando seis mortos e 15 feridos.

O suspeito foi intercetado e baleado pela polícia, tendo sido transportado para o hospital, e segundo as autoridades, é fascinado por ideologias de extrema-direita e defendia posições muito radicais, tendo agido sozinho, segundo informações divulgadas pelo Governo e pelas autoridades polacas.

Na sequência do ataque, Donald Tusk anunciou dois dias de luto nacional, domingo e segunda-feira, apelando à união do país perante o que classificou como momentos difíceis.

"Domingo e segunda-feira serão dias de luto nacional na Polónia. (...) Vamos certamente atravessar todos juntos estes momentos difíceis durante estes dois dias", afirmou o primeiro-ministro aos jornalistas.

Tusk classificou como ato de "terrorismo" o massacre perpetrado por um homem "fascinado pelas ideologias de extrema-direita".

"Na Polónia, nunca tivemos casos de terrorismo tão radicais, porque é precisamente assim que devemos chamar a este ataque atroz contra a vida das pessoas aqui, em Cracóvia", declarou o primeiro-ministro durante uma conferência de imprensa.

Uma cidadã portuguesa está entre os feridos no ataque a tiro, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado, acrescentando que a vítima, de 74 anos se encontra hospitalizada, foi operada, mas está livre de perigo.

Por seu lado, o Presidente da República, Karol Nawrocki, manifestou "enorme preocupação" e pediu explicações sobre as circunstâncias do ataque, sublinhando que a segurança dos polacos é uma prioridade absoluta.

A polícia encontrou outras armas e uma grande quantidade de munições no carro do suspeito, cujas motivações não são ainda conhecidas, declarou Katarzyna Cislo, da polícia de Cracóvia, ao canal de informação TVN24.

A Polónia encontra-se em estado de alerta máximo após uma série de ataques com armas brancas em outubro, que Tusk denunciou como fazendo parte de um "culto da violência" alimentado pelas redes sociais.