Naufrágio ao largo do Senegal faz 21 mortos
Pelo menos 21 pessoas morreram e uma sobreviveu ao naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes ao largo da costa noroeste do Senegal, anunciou hoje o Ministério do Interior senegalês.
Num comunicado, o ministério manifestou a sua "profunda consternação e tristeza" pelo naufrágio de uma embarcação precária, que transportava pessoas que tentavam emigrar de forma ilegal, ao largo da costa de Kébémer.
"Ao anoitecer de 07 de novembro de 2026, o balanço provisório era de 21 corpos sem vida e um sobrevivente", especificou o Ministério do Interior.
As autoridades senegalesas mantêm as operações de busca e salvamento para localizar eventuais sobreviventes, estando também mobilizadas para prestar apoio às famílias das vítimas.
O Governo reafirmou ainda o compromisso de combater as redes de tráfico de pessoas, nomeadamente através do reforço da cooperação com os países vizinhos, e alertou para os perigos da migração irregular.
Segundo uma fonte das forças de segurança citada pela Agência de Imprensa do Senegal (APS), cerca de 20 corpos foram encontrados no sábado à tarde na praia de Lompoul, no departamento de Kébémer.
A descoberta mobilizou elementos da Gendarmaria Nacional e dos bombeiros para operações de busca e salvamento, um dia depois de ter sido conhecido o naufrágio.
"As circunstâncias exatas do naufrágio, bem como o número de pessoas que se encontravam a bordo da embarcação, continuam, por enquanto, desconhecidos", indicou a APS.
Embora as autoridades não tenham especificado o destino da embarcação, o Senegal é um país de origem e trânsito de migrantes que procuram chegar de forma irregular às ilhas espanholas das Canárias, no oceano Atlântico.
No sábado, um total de 743 migrantes chegaram às Canárias a bordo de sete embarcações precárias, em menos de 24 horas, segundo o serviço espanhol de Salvamento Marítimo.
Na sexta-feira, o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, instou o Governo senegalês a reforçar a gestão migratória, perante o aumento das chegadas às Canárias registado nas últimas semanas, defendendo uma "solução conjunta" para aquela "situação complexa".
Grande-Marlaska transmitiu esta posição ao seu homólogo senegalês, Mouhmamadou Makhtar Cissé, durante uma visita a Dacar destinada a reforçar a cooperação bilateral em matéria de segurança e de combate às redes de tráfico de migrantes que operam na rota migratória para as Canárias.