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Desporto

Rali do Porto Santo decide títulos regionais com 39 inscritos

Miguel Nunes e João Silva discutem o título absoluto na última prova do Campeonato de Ralis CORAL da Madeira

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Organização espera receber cerca de três mil pessoas vindas da Madeira

O Rali do Porto Santo vai para a estrada na sexta-feira e no sábado, com 39 equipas inscritas, numa prova que encerra o Campeonato de Ralis CORAL da Madeira e vai decidir os títulos regionais ainda em disputa.

A luta pelo título absoluto centra as atenções, com Miguel Nunes, no habitual Skoda Fabia RS Rally2, a enfrentar João Silva, que estreia uma viatura idêntica no campeonato. Miguel Caires, também num Skoda, procurará intrometer-se na disputa, enquanto Artur Quintal estreia o Lancia Ypsilon Rally2 e Américo Gouveia o Hyundai i20N Rally2.

Entre os participantes estará ainda António Dias, ao volante de um VW Golf GTi R5, com a ucraniana Inessa Tushkanova como navegadora. A lista inclui também oito viaturas da categoria RC4 e quatro da RC5.

O presidente do Clube Automobilístico 100 à Hora da Madeira, Emanuel Pereira, destacou os custos associados à organização da prova, cujo orçamento ascende a 118 mil euros, e a importância dos apoios da Câmara Municipal e dos patrocinadores. “Sem o apoio da Câmara e de todos os outros patrocinadores, não seria possível organizar esta prova”, afirmou esta tarde durante a conferência de apresentação do evento.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, Nuno Batista, defendeu, por seu turno, que o rali deve passar a contar também com o apoio de outras entidades regionais, além do investimento do município. “Acho que é mais do que justo que esse apoio aumente”, afirmou, considerando que a prova já demonstrou ter qualidade para competir com outros eventos desportivos da Região.

A organização espera receber cerca de três mil pessoas vindas da Madeira, numa deslocação que deverá beneficiar a hotelaria, a restauração e o comércio locais. Nuno Batista salientou que estes visitantes também devem ser considerados turistas. “Todos os residentes na ilha da Madeira que vêm ao Porto Santo vêm para fazer turismo, são turistas”, realçou.

Emanuel Pereira sublinhou igualmente o retorno económico da prova para a ilha. “O dinheiro que recebemos destina-se a custear toda a organização, mas grande parte desse investimento regressa à economia local durante o fim-de-semana”, salientou.