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Madeira

Chega exige "demissões imediatas" na Direcção Regional das Comunidades

Foto Chega
Foto Chega

O Chega-Madeira acusou, esta tarde, o Governo Regional de deixar os emigrantes madeirenses ao abandono e exigiu "ajustes e demissões imediatas" na Direcção Regional das Comunidades e Cooperação Externa.

Em comunicado, o líder desta força partidária, Hugo Nunes, diz que a comunidade emigrante é lembrada “apenas para as fotos e afago de egos”, apesar do contributo económico que dá à Região através de remessas e investimentos.

O Chega critica a “incompetência crónica” do referido departamento governamental na gestão dos assuntos da diáspora. Considera que o organismo não criou canais de apoio, não desburocratizou os processos consulares nem apoiou os emigrantes em situação de vulnerabilidade na Venezuela, na África do Sul e no Reino Unido. Acusa ainda a Direcção Regional de ser “um mero frete político” e “um cabide de empregos para boys do regime”.

Segundo o partido, faltam proximidade e transparência na atribuição de apoios, bem como uma verdadeira política de fixação e retorno dos jovens lusodescendentes que queiram voltar à Madeira. Para Hugo Nunes, o actual director regional “falhou redondamente” e “já não reúne quaisquer condições políticas” para exigir o respeito que a comunidade merece.

Face a este diagnóstico, o Chega exige a demissão imediata da liderança da Direcção Regional das Comunidades e Cooperação Externa, uma auditoria aos fundos e apoios distribuídos por este organismo nos últimos anos e a criação de um balcão único de apoio ao emigrante, “sem burocracias e sem favorecimentos partidários”.

Hugo Nunes garante que o seu partido continuará a ser “a voz implacável de fiscalização” e “o escudo de defesa” dos madeirenses, na Região ou no estrangeiro.