Madeira regista aumento de 5,8% nas rendas em Outubro
O preço das casas para arrendar na Região Autónoma da Madeira aumentou 5,8% em Outubro, face ao mesmo mês do ano passado, fixando-se nos 15,7 euros por metro quadrado. Os dados constam do relatório mensal do Idealista, divulgado esta terça-feira, 3 de Novembro.
No Funchal, a subida foi mais moderada, de 4,1%, com o preço mediano do arrendamento a atingir os 16,5 euros por metro quadrado. Já em Santa Cruz, o valor situou-se nos 12,4 euros por metro quadrado.
Apesar da subida anual, os preços na Região afastaram-se do máximo histórico registado em Agosto, quando arrendar casa custava, em média, 16,2 euros por metro quadrado.
Segundo Ruben Marques, porta-voz do Idealista, a Madeira mantém uma trajetória de subida, embora a um ritmo mais moderado do que em Setembro. O responsável considera que a procura pelo arrendamento continua a superar a oferta disponível.
A nível nacional, as rendas aumentaram 1% nos últimos 12 meses, atingindo os 17,2 euros por metro quadrado.
A Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 20,8 euros por metro quadrado, seguida do Algarve, com 18 euros. A Madeira ocupa a terceira posição, com 15,7 euros, à frente do Norte (14,1 euros), do Alentejo (11,6 euros), dos Açores (11,2 euros) e do Centro (10,2 euros).
Na comparação anual entre as regiões, o Alentejo registou a maior subida, de 12,2%, seguindo-se os Açores (7,1%) e a Madeira (5,8%). Os preços também aumentaram no Algarve (3,5%) e no Centro (2,4%), enquanto o Norte foi a única região a apresentar uma descida, de 6,6%.
Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, o Funchal surge como a terceira cidade mais cara para arrendar casa, com 16,5 euros por metro quadrado.
Lisboa lidera a tabela, com 23,8 euros, seguida do Porto, com 18,3 euros. Depois do Funchal surgem Faro (15 euros), Setúbal (13,7 euros) e Aveiro (13,5 euros).
Em termos de evolução anual, o Funchal registou uma subida de 4,1%, abaixo dos aumentos verificados em Aveiro (14,2%), Évora (8,2%) e Santarém (7,6%).
Os dados do Idealista têm por base os preços de oferta dos imóveis anunciados na plataforma, sendo excluídos os anúncios considerados atípicos ou com valores fora do mercado.