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Presidente dos “Amigos do Peixe” de Londres desmente deputado do Chega

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O presidente do grupo “Amigos do Peixe”, de Londres, José da Silva, desmente o deputado do Chega, Francisco Gomes, e garante que a cônsul-geral de Portugal naquela cidade, Ana e Brito Maneira, não teve qualquer interferência na decisão de não convidar os deputados do Chega para um jantar do grupo, realizado na passada quinta-feira, num restaurante londrino.

Em comunicado, divulgado na sequência das notícias sobre uma alegada intervenção da diplomata para impedir a participação dos deputados no jantar, José da Silva esclarece que estes nunca foram convidados e que a decisão resultou exclusivamente de uma questão interna entre os membros do grupo.

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O grupo “Amigos do Peixe” existe há cerca de 25 anos e é, acima de tudo, um grupo de amigos que se reúne mensalmente para conviver, jantar, brincar e, pontualmente, angariar fundos para apoiar causas humanitárias.

O responsável pelo grupo esclarece que “este grupo não é uma associação, uma organização partidária ou uma estrutura de natureza política ou associativa. Não temos qualquer ligação partidária e não permitimos que divergências políticas determinem as relações de amizade que mantemos há mais de duas décadas”.

Acrescenta que é igualmente importante esclarecer que “não houve qualquer interferência da cônsul-geral de Portugal em Londres na decisão relativa ao referido jantar”.

José da Silva, presidente do grupo “Amigos do Peixe”, esclarece ainda que a decisão de não contar com a presença dos deputados do Chega no jantar, embora tenha sido proposta por alguém que nem sequer é membro do grupo, resultou exclusivamente de uma questão interna dos seus membros. Segundo explica, vários elementos do grupo não se sentem confortáveis em partilhar uma mesa com deputados do Chega, situação que poderia verificar-se igualmente relativamente a deputados ou representantes de qualquer outro partido político. Por esse motivo, os deputados do Chega nunca chegaram sequer a ser convidados.

Essa é uma posição legítima e exclusivamente pessoal dos membros do grupo, que deve ser respeitada.

“Não aceitamos, por isso, que uma decisão interna de um grupo privado de amigos, tomada de acordo com as sensibilidades dos seus próprios membros, seja transformada numa alegada interferência de uma representante do Estado português ou numa qualquer ação de natureza partidária”, esclarece José da Silva.

O responsável adianta que o grupo também não aceita que o nome da cônsul-geral de Portugal em Londres seja associado a um episódio no qual não teve qualquer intervenção.

O grupo “Amigos do Peixe” recebeu, ao longo dos anos, pessoas de diferentes sensibilidades e áreas da sociedade portuguesa. Essas relações de amizade e convívio não significam qualquer apoio político, nem transformam o grupo numa organização partidária.

Temos enorme respeito pela liberdade de cada pessoa para escolher com quem convive, assim como pela liberdade de qualquer cidadão, incluindo deputados, para participar na vida pública. Precisamente por isso, entendemos que também deve ser respeitada a liberdade de um grupo privado de amigos para decidir quem convida para os seus encontros.

O que não faremos é colocar em causa um grupo de amizade que existe há duas décadas, nem as relações pessoais construídas ao longo desses anos, por causa de uma disputa ou divergência partidária.

O responsável pelo grupo lamenta que uma decisão privada, legítima e interna de um grupo de amigos tenha sido utilizada para construir uma narrativa política que não corresponde à verdade dos factos.

José da Silva solicita, por isso, que, na sequência deste esclarecimento, seja corrigida qualquer informação que atribua ao grupo “Amigos do Peixe” ou à cônsul-geral de Portugal em Londres uma intervenção ou motivação política que não existiu.

O grupo “Amigos do Peixe” continuará a ser aquilo que sempre foi: um grupo de amigos, unido há 25 anos pela amizade, pelo convívio e também pela vontade de ajudar quem precisa.