Casa cheia para uma noite de grandes nomes da música clássica
O Centro de Congressos da Madeira encheu-se para ouvir a Orquestra Clássica da Madeira, que contou com a participação do conceituado oboísta Albrecht Mayer, uma das grandes referências mundiais da actualidade neste instrumento.
O director artístico da Orquestra Clássica da Madeira, Norberto Gomes, destacou a qualidade artística e humana do músico, que durante três décadas desempenhou funções como solista principal da Orquestra Filarmónica de Berlim.
"Albrecht Mayer não só se apresentou ao mais alto nível enquanto solista, como também dirigiu a nossa Orquestra", salientou Norberto Gomes, referindo a experiência e o percurso internacional do músico, que teve oportunidade de trabalhar com alguns dos melhores solistas e maestros do mundo.
O programa incluiu a abertura da ópera Così fan tutte, de Mozart, e a Sinfonia n.º 1, de Brahms, com Albrecht Mayer a assumir também a interpretação do Concerto para Oboé em Fá maior, de Mozart.
"É um músico completo, uma figura com um humanismo e uma educação que transbordam e passam para a música que faz e para a música que sugere à Orquestra", afirmou o director artístico, acrescentando que o trabalho desenvolvido ao longo da semana deixou "valores artísticos e humanos" na formação madeirense.
Norberto Gomes destacou ainda a prestação da Orquestra, considerando que o público foi brindado com uma formação "inspirada", que abordou Mozart e Brahms "de forma cuidada e generosa".
No final do concerto, Albrecht Mayer ofereceu ainda um extra ao público, interpretando a Sinfonia aus BWV 21, de Johann Sebastian Bach.
Para o responsável, a presença de artistas desta dimensão representa uma mais-valia não só para a história da Orquestra, mas também para a sociedade madeirense. Nesse sentido, destacou a presença de várias dezenas de jovens alunos de música do Conservatório - Escola das Artes da Madeira.
O concerto ficou também marcado por uma homenagem à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Madeirenses, a quem a Orquestra Clássica da Madeira dedicou a actuação, assinalando o primeiro século de história da instituição.
"Foi com sentido de reconhecimento e gratidão que dedicámos este concerto aos Bombeiros Voluntários Madeirenses", explicou Norberto Gomes, sublinhando a importância de homenagear todos os homens e mulheres que passaram pela corporação e aqueles que continuam no activo, pelo seu "espírito humano, entrega, grande dedicação e coragem".