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Assembleia popular decide voltar a "armar as tendas" no Porto esta noite

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Foto EPA

A assembleia popular de manifestantes pelo direito à Habitação, que reúne mais de 100 pessoas na Praça D. João I, no Porto, votou e aprovou permanecer naquele espaço durante noite de hoje e voltar a "armar as tendas"

Numa votação de braço no ar, como tem sido habito desde o início das manifestações pelo direito à Habitação, foi decido pela "permanecia na Praça e de tenda armada".

Segundo explicou a mesa que conduz os trabalhos da assembleia, que se iniciou pelas 20:00 e ainda decorre, esta será a única votação da noite, sendo que o resto da assembleia será dedicada a ouvir "todos os que queiram falar" e a discutir o tema da habitação.

Na praça, além daquela assembleia, está a ser organizada a já habitual cantina popular, que vai servir dezenas de refeições aos manifestantes e a pessoas em situação de sem-abrigo que têm aproveitado para ali jantar.

Na noite de domingo, também em assembleia popular, os manifestantes decidiram igualmente "armar as tendas" e pernoitar na praça, sendo que 10 tendas foram armadas.

Pelas 02:00 da manhã, a PSP deslocou-se à Praça D. João I, mas manteve-se distante do grupo, tendo abandonado o local cerca de 90 minutos depois e voltado já perto das 05:00, altura em que os manifestantes cederam ao apelo para desarmar as tendas.

Na madrugada de domingo, a PSP dispersou as acampadas pelo direito à habitação no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, retirando cerca de 100 tendas. A intervenção culminou em cargas policiais e arremesso de objetos, provocando mais de duas dezenas de feridos entre manifestantes e polícias.

Nos acampamentos, que começaram a 10 de outubro, os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.