Teleférico do Funchal investe 4,5 milhões
O Teleférico do Funchal concluiu uma intervenção de modernização avaliada em 4,5 milhões de euros, que incluiu novas cabines com chão de vidro, substituição do cabo principal, novo motor, reforço de componentes técnicos e actualização integral do sistema de controlo.
Ricardo Pinto Correia, presidente do conselho de administração dos Teleféricos da Madeira, sublinhou que a componente mais visível da obra são as novas cabines, mas que o investimento incidiu sobretudo em tecnologia, segurança e capacidade operacional. “Este teleférico já tem 25 anos e achámos que era altura de o dotar do melhor que existe do ponto de vista tecnológico e mecânico”, afirmou.
A infra-estrutura passa agora a contar com 44 cabines, mais cinco do que as previstas inicialmente, depois de terem sido feitos reforços nas torres, ancoragens e estações. O responsável garante que o equipamento “sempre foi seguro”, mas admite que está agora mais moderno, digitalizado e confortável.
Em 2025, a empresa transportou cerca de 1,1 milhões de passageiros e facturou 17 milhões de euros. Apesar de ter estado parada três meses este ano devido às obras, a administração espera atingir pelo menos um milhão de passageiros nos restantes nove meses.
Quanto a um eventual prolongamento do teleférico para além do Monte, Ricardo Pinto Correia foi cauteloso. Disse estar aberto a propostas, parcerias ou concessões, mas frisou que qualquer extensão exigiria um investimento muito elevado e só faria sentido se fossem criadas atracções relevantes no destino.
“Não basta levar as pessoas de um ponto A para um ponto B. Tem de haver um pólo de atracção lá em cima”, defendeu, estimando que uma obra deste género dificilmente ficaria abaixo dos 40 milhões de euros. Recordou ainda que o actual teleférico custou cerca de 10 milhões há 25 anos, valor que hoje poderia rondar os 60 milhões.
Sobre o futuro teleférico do Curral das Freiras, o gestor afastou a ideia de concorrência directa. Considera que são produtos diferentes e revelou que a empresa chegou a analisar o caderno de encargos, mas optou por não avançar. “Não estamos arrependidos da decisão”, afirmou, embora admita que o projecto possa ser viável.