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Hungria recebe três ameaças de bomba contra aviões comerciais

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Foto Depositphoto

O exército húngaro recebeu hoje três ameaças de bomba contra aviões comerciais que sobrevoavam o espaço aéreo do país, o que levou a NATO a ordenar o envio de caças para a zona, anunciou o ministro da Defesa.

O primeiro alerta foi emitido pouco antes das 10:00 locais (09:00 em Lisboa) e era referente a um voo comercial de Bruxelas para Sófia.

Meia hora depois, foi emitido outro alerta, desta vez afetando dois voos com partida de Praga, um com destino a Chipre e outro a Bucareste, capital da Roménia.

Segundo o ministro da Defesa húngaro, Romulusz Ruszin-Szendi, a NATO emitiu, nos três casos, um alerta 'Alpha Scramble' (uma ordem de descolagem imediata e real de aviões de caça para intercetar uma aeronave potencialmente hostil ou não identificada), o que levou à mobilização da Força Aérea húngara, que escoltou os aviões até às fronteiras com a Sérvia, no primeiro caso, e com a Roménia, nos outros dois.

Estes incidentes aconteceram numa altura em que se registam várias ameaças contra voos na Europa.

Só na quinta-feira, pelo menos 25 voos entre países europeus foram afetados por ameaças, levando a Comissão Europeia a ativar o mecanismo de partilha de informações entre Estados-membros.

Durante a semana, vários países europeus têm dado conta de ameaças dirigidas a voos de diferentes companhias aéreas, incluindo Portugal, Espanha, França, Bélgica, Áustria, Polónia, Dinamarca, Irlanda, Grécia, Finlândia, Sérvia e Roménia.

Na terça-feira, uma célula extremista russa enviou um 'email' para os aeroportos italianos com ameaças de bomba contra seis voos.

"A explosão ocorrerá dentro de 60 minutos. Hoje, o vosso céu ficará vermelho", dizia o 'email' citado pela agência ANSA.  

A célula remete para o Muzhskoye Gosudarstvo, um movimento russo ultranacionalista e misógino - já conhecido das autoridades internacionais - fundado por Vladislav Pozdnyakov e proibido na Rússia.

"Nós, os combatentes do 'Estado Masculino', deixaremos a nossa marca na história com as nossas ações de hoje. O vosso regime feminista vai lembrar-se disto para sempre", referia ainda o 'email'.

Apesar das dezenas de voos afetados, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) considera que os alertas representam uma ameaça reduzida para a segurança aérea.