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Guerra no Irão Mundo

Trump considera subida da gasolina devido à guerra no Irão "pequeno preço a pagar"

Foto ANNABELLE GORDON/UPI POOL/EPA
Foto ANNABELLE GORDON/UPI POOL/EPA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu domingo, durante um comício em Dubuque (Iowa), que o aumento do preço da gasolina devido à guerra no Irão é um "preço muito pequeno a pagar" em troca de garantir a segurança global.

"É um preço muito pequeno a pagar pela segurança deste país e do mundo (...). Isto vai acabar muito em breve, vão ver, mas os preços já baixaram bastante", afirmou o Presidente durante o evento, que faz parte da campanha para as eleições intercalares da próxima terça-feira.

De acordo com a Associação Automóvel Americana (AAA), o preço médio da gasolina por galão (aproximadamente 3,79 litros) no país situa-se agora nos 4,17 dólares, enquanto o do gasóleo está nos 6,3 dólares.

No que diz respeito ao conflito com o Irão, Trump "ainda não tomou uma decisão" sobre a retomada de ataques em grande escala contra a nação persa, segundo afirmou no sábado o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

No entanto, meios de comunicação norte-americanos como o Axios ou o The New York Times noticiaram que Washington e Telaviv estão a preparar uma possível nova ofensiva que incluiria ataques contra líderes iranianos e infraestruturas energéticas e nucleares do país, a realizar após as eleições.

No comício de hoje, Trump manifestou o seu apoio à candidata republicana ao Senado em Iowa, Ashley Hinson, e referiu-se à sua aparência física, comentando que, "há muito tempo, ela estava um pouco acima do peso".

"Ela estava ciente, literalmente, do peso que carregava sobre os ombros e sabia da importância do que estava a fazer. Dedicou-se a isso à moda antiga, fez dieta, está em forma e empenhada no estado [de Iowa]", afirmou.

A vitória nas eleições ainda não está garantida para Hinson, que tenta derrotar o democrata Josh Turek na corrida pelo lugar no Senado.

Esta última vaga é especialmente importante numa eleição em que as sondagens dão praticamente como perdida a Câmara dos Representantes para os republicanos e apontam para que os democratas possam vir a conquistar também o escasso controlo que o partido de Trump detém atualmente na Câmara Alta.