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Turismo Madeira

Proveitos continuam acima do crescimento de hóspedes e dormidas

Em Setembro, os proveitos totais do alojamento turístico aumentam 7,2%, enquanto as dormidas sobem 1,7% e as entradas de hóspedes 1,5%. Entre Janeiro e Setembro, os proveitos acumulam uma subida de 8,6%

Foto Depositphotos
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Os proveitos do alojamento turístico da Madeira continuam a crescer a um ritmo superior ao da procura, reforçando a tendência de valorização da actividade turística. Em Setembro de 2026, as receitas totais aumentam 7,2% em termos homólogos, enquanto o número de hóspedes cresce 1,5% e as dormidas 1,7%.

De acordo com os dados divulgados hoje pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM) e pelo INE, os proveitos totais atingem 95,8 milhões de euros no mês em análise, excluindo o alojamento local com menos de 10 camas. Os proveitos de aposento, correspondentes às receitas directamente associadas ao alojamento, chegam aos 69,5 milhões de euros, mais 6,8% do que em Setembro de 2025.

A evolução das receitas contrasta com o crescimento mais moderado da procura. A Região recebe 232,9 mil hóspedes, que geram 1.211,8 mil dormidas, correspondendo a aumentos homólogos de 1,5% e 1,7%, respectivamente.

A hotelaria concentra 66,2% das dormidas, num total de 802,4 mil, mais 1,7% do que no mês homólogo. O alojamento local representa 31,7% e cresce 2,2%, enquanto o turismo no espaço rural e de habitação, com 2,1% do total, regista uma quebra de 5,8%.

Para efeitos de comparação com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), excluindo o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas apresentam um crescimento homólogo de apenas 0,7%, abaixo dos 2% registados a nível nacional.

Receitas acumuladas sobem 8,6%

A diferença entre o crescimento das receitas e o da procura também se verifica no balanço dos primeiros nove meses do ano. Entre Janeiro e Setembro, os proveitos totais do alojamento turístico atingem 744,5 milhões de euros, mais 8,6% do que no período homólogo. Os proveitos de aposento somam 536 milhões de euros, com uma subida de 8,1%.

No mesmo período, o número de hóspedes aumenta 5,3%, para 1.976 mil, enquanto as dormidas crescem 2,4%, fixando-se em 10,1 milhões.

Os indicadores de rendimento por quarto ajudam a explicar esta evolução. Em Setembro, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atinge 121,23 euros, mais 2,7% do que um ano antes. Já o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) passa de 135,47 para 143,56 euros, traduzindo um aumento homólogo de 6%.

No acumulado de Janeiro a Setembro, o RevPAR chega aos 105,62 euros, mais 4,5% do que no mesmo período de 2025. Na hotelaria, este indicador fixa-se em 114,42 euros, com uma subida de 5,5%.

Quanto ao ADR, o valor médio por quarto ocupado atinge 137,24 euros no conjunto do alojamento turístico, excluindo as unidades com menos de 10 camas, mais 9% do que no período homólogo. Na hotelaria, chega aos 143,66 euros, aumentando 10,3%.

Ocupação recua e clientes de Portugal lideram por mercados

Apesar do aumento das receitas, Setembro apresenta uma descida nas taxas de ocupação. A taxa líquida de ocupação-cama fixa-se em 71,2%, menos 3,9 pontos percentuais do que no mesmo mês de 2025, quando era de 75,1%. A taxa líquida de ocupação-quarto também diminui, de 87,2% para 84,4%.

A estada média no conjunto do alojamento turístico é de 4,66 noites, ligeiramente abaixo das 4,68 noites registadas um ano antes. A hotelaria apresenta a permanência mais elevada, com 4,74 noites, seguida do alojamento local, com 4,59 noites. O turismo no espaço rural e de habitação regista 3,60 noites.

Portugal mantém-se como principal mercado emissor pelo quarto mês consecutivo, concentrando 19,2% das dormidas e registando um crescimento homólogo de 10,8%. A Alemanha ocupa a segunda posição, com 18% do total, mas apresenta uma quebra de 4,3%. O Reino Unido surge em terceiro lugar, com 16,4% e uma descida de 0,3%.

Seguem-se a França, com 7,9% das dormidas e um crescimento de 7,6%, a Polónia, com 6,2% e uma redução de 5,9%, e os Países Baixos, com 4,4% e uma quebra de 3%. Os 10 principais mercados emissores representam 82,6% das dormidas registadas na Região.

A nível nacional, o Norte apresenta o maior crescimento homólogo das dormidas em Setembro, com 6,6%, seguindo-se o Centro e a Grande Lisboa, ambos com 2,8%. O Oeste e Vale do Tejo regista a maior descida, de 2%. Algarve, Grande Lisboa e Norte concentram, em conjunto, 68,5% das dormidas do País.