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Madeira

Filipe Sousa responde a Francisco Gomes e diz que Madeira não se defende com "gritarias"

Deputado do JPP justifica abstenção na votação do Orçamento do Estado para 2027 e anuncia apresentação de propostas de alteração na especialidade

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Foto Arquivo

Filipe Sousa desafia os restantes partidos a demonstrarem o seu compromisso com a Região através do voto

Filipe Sousa responde às críticas do deputado do Chega, Francisco Gomes, defendendo que os problemas da Madeira "não se resolvem com gritarias", mas com "responsabilidade, trabalho, propostas e respeito pela dignidade dos madeirenses".

Numa reacção às acusações do parlamentar do Chega, o deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) na Assembleia da República rejeita que a actuação do partido no Parlamento seja pautada pela falta de firmeza na defesa dos interesses regionais, contrapondo que a prioridade deve ser a apresentação de soluções concretas.

Filipe Sousa justifica também a abstenção do JPP na votação, na generalidade, do Orçamento do Estado para 2027, esclarecendo que essa posição não representa um "cheque em branco" ao Governo, mas permitiu que o documento prosseguisse para a discussão na especialidade, fase em que serão apreciadas e votadas propostas concretas.

É precisamente nessa etapa que o deputado promete apresentar alterações em matérias como o custo da insularidade, a mobilidade aérea, a habitação, o financiamento dos municípios, o custo de vida, as ligações marítimas e o reforço dos serviços públicos.

O parlamentar desafia ainda os restantes partidos, incluindo o Chega, a demonstrarem a sua posição relativamente às medidas que venham a ser apresentadas pelo JPP, nomeadamente nas áreas da habitação, dos municípios das regiões autónomas e da redução dos custos da insularidade.

"Aí não haverá discursos. Haverá votos", assinala Filipe Sousa, considerando que a defesa da Madeira deve ser avaliada pelas propostas apresentadas e pelos resultados alcançados, e não pelo tom das intervenções políticas.

O deputado reafirma, por outro lado, que exercerá o mandato com independência, sem condicionamentos das estratégias partidárias do PSD, PS, Chega ou de qualquer outra força política.

"Não precisamos de gritar para defender a Madeira. Precisamos de trabalhar", afirma, garantindo que o JPP continuará disponível para negociar medidas que beneficiem a Região e a votar em função dos interesses dos madeirenses e porto-santenses.