Quatro portugueses continuam presos por razões políticas na Venezuela
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse hoje que continuam presos por motivos políticos na Venezuela quatro cidadãos portugueses, um dos quais ainda em prisão domiciliária.
Durante a sua audição regimental no âmbito da discussão do Orçamento de Estado de 2027, Rangel esclareceu, após ter sido questionado sobre o tema, que há ainda três cidadãos portugueses em prisão efetiva e um em prisão domiciliária.
Segundo o chefe da diplomacia portuguesa, apesar das acusações de delitos comuns que lhes são imputadas, o Governo português crê que os reais motivos são políticos.
"Achamos que as convicções são políticas", frisou.
Em 25 de julho, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português disse à Lusa que Manuel Menezes, um dos quatro presos de nacionalidade portuguesa na Venezuela, passou ao regime de prisão domiciliária, deixando de estar em estabelecimento prisional
Dados do Foro Penal indicam que, a 05 de outubro, havia 322 pessoas presas por motivos políticos na Venezuela, das quais 182 são civis e 140 militares. Do total de detidos, 31 são estrangeiros, 308 são homens e 14 são mulheres.
Desde 2014, o Foro Penal documentou 19.253 detenções por razões políticas no país.