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Manifesto defende criação de Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha

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Foto Shutterstock

Cientistas, organizações da sociedade civil, empresas ligadas ao mar e cidadãos lançaram um manifesto apelando à proteção dos ecossistemas marinhos portugueses, onde é defendida a criação de uma Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha.

O 'Manifesto de Vila Nova de Milfontes -- Pelo Futuro das Florestas Marinhas de Portugal' foi aprovado durante uma reunião científica realizada em Vila Nova de Milfontes, no âmbito do IV Festival das Florestas Marinhas, revelou hoje a Câmara de Odemira.

Na sessão, realizada a 17 de maio, participaram especialistas de várias universidades e centros de investigação nacionais, assim como membros de organizações ambientais, representantes da sociedade civil e operadores ligados ao mar, indicou o município do distrito de Beja.

No manifesto, os subscritores alertam "para a degradação crescente das florestas marinhas portuguesas, incluindo pradarias marinhas, florestas de macroalgas, jardins de corais e esponjas e outros 'habitats' biogénicos, ecossistemas essenciais para a biodiversidade, produtividade pesqueira, proteção costeira, regulação climática e resiliência ecológica do oceano".

O documento, já enviado ao Presidente da República e ao Governo, entre outras instituições, sublinha "que a evidência científica internacional demonstra que muitos ecossistemas marinhos podem ultrapassar limites ecológicos de não retorno, tornando a recuperação extremamente difícil, lenta ou mesmo impossível à escala temporal humana".

"O tempo para agir é agora. A prevenção da degradação é muito mais eficaz do que tentar restaurar ecossistemas após o seu colapso", defendem os promotores do manifesto, de acordo com a Câmara de Odemira.

O município do litoral alentejano indicou que o documento inclui também uma proposta de princípios orientadores para uma Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha com um horizonte até 2040.

A estratégia, disse, assenta "numa visão integrada e de longo prazo baseada na melhor ciência disponível e amplamente apoiada pela comunidade científica nacional, sociedade civil e entidades ligadas ao mar".

Os promotores sustentam igualmente que Portugal, sendo "detentor de uma das maiores zonas económicas exclusivas da Europa e de uma comunidade científica marinha de excelência internacional, reúne condições únicas para assumir uma liderança estratégica na conservação do oceano Atlântico".