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Moção de estratégia global de Nuno Melo foi a mais votada

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FOTO Paulo Cunha/Lusa

A moção de estratégia global de Nuno Melo foi hoje a mais votada no 32.º Congresso do CDS-PP, por larga maioria, e o presidente do partido será reeleito para um terceiro mandato.

A moção do líder e ministro da Defesa Nacional, "Tempo de futuro", foi a mais votada no congresso que decorre em Alcobaça, contra a moção "Liberdade em movimento", de Nuno Correia da Silva, que também se apresentou como candidato à liderança.

O presidente da Mesa do Congresso anunciou que a moção de Nuno Melo foi "aprovada por larguíssima maioria" e contou com 14 abstenções, enquanto a moção de Nuno Correia da Silva teve oito votos e sete abstenções.

As moções de estratégia global foram votadas em alternativa, de braço no ar, numa votação que aconteceu pela 01:00, depois de terem sido apresentadas e debatidas durante várias horas.

Das quatro moções apresentadas, apenas duas foram votadas - as dos candidatos à liderança -- depois de a Juventude Popular e Hugo Gonçalves terem retirado os respetivos documentos.

Com este resultado, caberá a Nuno Melo apresentar a lista à Comissão Política Nacional, que será votada hoje de manhã.

Quando foram proclamados os resultados, os congressistas aplaudiram e entoaram "CDS, CDS".

Posteriormente, fonte oficial do partido indicou que a moção do líder do CDS-PP contou com "97,5%" dos votos, citando a "percentagem dada pela Mesa do Congresso". A mesma fonte indicou que estavam "800 delgados inscritos", mas não quantificou o número de votantes.

No encerramento da discussão das moções de estratégia global, que arrancou já depois da meia-noite, o vice-presidente do CDS Telmo Correia, defendeu a moção de Nuno Melo, assegurando que "em termos da liderança" o partido está "claramente muito melhor".

O dirigente defendeu que o CDS "não tem nenhum problema de identidade" e nem está "diluído" na coligação com o PSD, nem tem medo de ir a votos sozinho.

A fechar o primeiro dia do congresso, onde o tema mais discutido foi se o partido deve manter a coligação com o PSD, Telmo Correia não deixou dúvidas: "ou se é Governo, ou se é oposição, não se pode ser as duas coisas. E se queremos ser partido do Governo, temos que defender o Governo".

"Não por estarmos acomodados", explicou, mas sim por "estarmos determinados em cumprir a missão que nos foi confiada".

Nuno Correia da Silva, subscritor da moção "Liberdade em Movimento" e candidato à liderança, optou por não seguir o repto do presidente da mesa do Congresso, para que retirasse a sua moção, alegando "o congresso é soberano e escolhe".

"Registo com curiosidade que aqueles que atacaram a minha moção disseram que hoje o partido estava mais forte, que não tinham medo de nada, mas que não devemos ir sozinhos a votação", afirmou, considerando que "não bate a bota com a perdigota".

Pela JP, a líder anunciou que iria retirar a moção "Tempo de decidir" e agradeceu ao presidente do partido por acolher algumas das propostas da juventude, mas avisou que as suas propostas, as posições e a presença continuam.

Catarina Marinho aproveitou também para responder às críticas que foram dirigidas à estrutura durante o dia, e pediu ao partido que não tente fazer uma caricatura daquilo que a JP quer, afirmando que defende que o partido se deve preparar para ir a votos sozinho e não quer fazer da AD "um monstro" ou "acabar com o Governo".

"Lamento, mas se a juventude não for irreverente, não é jovem. Para quem nos chama de irresponsáveis, o que somos verdadeiramente é ambiciosos, arrojados e profundamente apaixonados pelo CDS-PP", afirmou.

O primeiro subscritor da moção D "Um partido com futuro", Hugo Gonçalves, afirmou que "só Nuno Melo reúne as condições necessárias para liderar" o CDS.

Ainda antes da votação, o dirigente, que integra a direção do presidente do partido, já dava como ganha a eleição para a liderança do partido, afirmando que "nos próximos dois anos" Nuno Melo vai preparar o partido para eleições, "seja neste ou no próximo mandato".