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Madeira

Reserva marinha só avança com salvaguarda total da pesca madeirense

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A Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura reafirma, de forma clara, firme e inequívoca, a posição do Governo Regional da Madeira relativamente ao processo de criação da futura Reserva Natural Marinha D. Carlos: só haverá reserva marinha se estiver plenamente garantida a continuidade da pesca regional.

"Esta foi, é e será sempre a posição do Governo Regional da Madeira", reforça. 

O assunto faz hoje a manchete do DIÁRIO. 

Reserva marinha ameaça pesca

Confira os destaques da primeira página do DIÁRIO de hoje

Segundo nota à imprensa, diz que "a Madeira sempre defendeu um modelo de conservação equilibrado, responsável e compatível com a realidade económica e social da Região". E prossegue: "A protecção do oceano não pode ser feita contra os pescadores madeirenses, nem à custa das actividades tradicionais que sustentam famílias, comunidades e a economia azul regional".

Nesse sentido, conforme acrescenta, "o Governo Regional deixa uma garantia firme: a pesca tradicional da Madeira continuará salvaguardada no âmbito da futura Área Marinha Protegida". "Essa é uma condição essencial, inegociável e transversal a todo o processo de criação da reserva", sustenta. 

Diz ainda que "o Governo Regional rejeita visões extremistas ou desligadas da realidade atlântica da Madeira, que pretendam incompatibilizar conservação e pesca tradicional". Pelo contrário, conforme prossegue, "a Madeira acredita que a protecção eficaz dos oceanos faz-se com conhecimento científico, gestão equilibrada e envolvimento das comunidades que vivem do mar há gerações".

Realça também que "o Governo Regional é absolutamente claro: qualquer solução final terá obrigatoriamente de assegurar a continuidade da pesca regional". "Sem essa garantia, não haverá condições para a Madeira acompanhar este processo", salienta. 

Por fim diz que "a conservação dos oceanos e a defesa dos pescadores madeirenses não são objectivos incompatíveis". "Para o Governo Regional da Madeira, são duas prioridades que têm de caminhar lado a lado", concluiu.