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Madeira

Novo hospital pode encarecer significativamente

Albuquerque admite revisão do concurso devido à subida dos custos de construção

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O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, admitiu hoje que a obra do novo Hospital Central e Universitário da Madeira poderá sofrer um aumento significativo de custos, devido à subida dos preços dos materiais e da mão-de-obra nos últimos anos.

À margem da conferência sobre gases renováveis, no Funchal, o governante explicou que o projecto será reavaliado e que o concurso público terá de ser ajustado à nova realidade do mercado, sublinhando que não há ainda um valor final definido para a actualização do investimento.

Segundo referiu, o Governo Regional está a trabalhar numa nova estimativa de custos, tendo em conta a evolução recente do sector da construção, marcada por aumentos “exponenciais” nos preços.

Miguel Albuquerque recordou que o financiamento do Governo da República está assegurado em 50%, mas reconheceu que o encarecimento global da obra obriga a uma revisão técnica do projecto.

Como exemplo, apontou o caso da unidade de saúde do Porto Santo, cujo custo inicial foi estimado em cerca de 12 milhões de euros e deverá terminar próximo dos 33 milhões, ilustrando a pressão inflacionista no sector.

O chefe do Executivo madeirense sublinhou que não existe qualquer paralisação na obra do novo hospital, referindo que os trabalhos decorrem numa fase de transição para uma etapa mais centrada em acabamentos interiores e revestimentos.

“Ainda estamos a ultimar esta fase para iniciar a terceira fase”, afirmou, garantindo que o processo segue dentro da normalidade, apesar da necessidade de reajustes financeiros e procedimentais.