Teerão diz que retomar a guerra com EUA não beneficia ninguém
O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou hoje que uma retoma das hostilidades com os Estados Unidos não beneficiaria ninguém e revelou ter recebido poderes do líder supremo para negociar uma solução diplomática.
"Ninguém beneficiará desta guerra", declarou Pezeshkian durante uma reunião do Conselho de Ministros, sublinhando que o Governo está empenhado em encontrar uma saída para o conflito "através do diálogo".
O chefe de Estado iraniano explicou que o líder supremo concedeu ao executivo poderes para abordar nas negociações "questões anteriormente consideradas tabu", sem especificar quais os assuntos abrangidos por essa autorização.
As declarações surgem num contexto de tensão entre Teerão e Washington, depois de órgãos de comunicação social norte-americanos terem noticiado ataques dos Estados Unidos, na segunda-feira, contra a ilha iraniana de Qeshm, no estreito de Ormuz.
Também o vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi, afirmou hoje que Teerão mantém o direito de responder militarmente enquanto não cessarem definitivamente as hostilidades.
"A República Islâmica do Irão mantém o direito à legítima defesa enquanto a agressão militar não tiver sido completa e definitivamente interrompida", declarou Gharibabadi aos jornalistas, segundo a agência iraniana Isna.
O responsável respondia a perguntas sobre os alegados ataques norte-americanos contra Qeshm, mas não confirmou expressamente que estes tivessem ocorrido.