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Madeira

Porto do Funchal reforça capacidade para receber navios de maiores dimensões com investimento de 5 milhões

Reforço dos sistemas de amarração, modernização das redes de água e esgotos e duplicação da capacidade de controlo de fronteiras são algumas das intervenções em curso e previstas pela APRAM

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A Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM), tutelada pela Secretaria Regional da Economia, vai investir perto de cinco milhões de euros no Porto do Funchal, num conjunto de intervenções destinado a reforçar a capacidade, a segurança e a eficiência da infraestrutura e a prepará-la para a evolução da indústria de cruzeiros, nomeadamente para a operação com navios de maiores dimensões.

A maior fatia do investimento, cerca de 3,5 milhões de euros, é direcionada para o reforço do sistema de amarração dos cais 2 e 3 do Porto do Funchal e deverá arrancar no segundo semestre do próximo ano. A intervenção prevê a instalação de 29 novos cabeços de amarração com capacidade para 200 toneladas cada, mantendo-se em serviço os atuais 36 cabeços de amarração com capacidade para 150 toneladas, alguns dos quais serão relocalizados, segundo informou a tutela.

O reforço será concretizado através de diferentes configurações dos pontos de amarração, definidas com base no estudo dos esquemas de amarração e adaptadas às exigências operacionais ao longo dos cais.

Esta intervenção permitirá aumentar significativamente a capacidade e a flexibilidade do sistema de amarração, melhorando as condições de segurança e operacionalidade dos cais 2 e 3 e preparando o Porto do Funchal para responder à evolução das características dos navios de cruzeiro e, em particular, à operação com navios de maiores dimensões.

“Estamos a preparar o Porto do Funchal para o futuro dos cruzeiros. Investir hoje em segurança, capacidade e eficiência é garantir que a Madeira continua a ser um destino de referência para as companhias e para os milhares de passageiros que nos visitam”, sublinha José Manuel Rodrigues, secretário regional da Economia.

É um investimento que olha para o futuro do Porto do Funchal e para a evolução da própria indústria dos cruzeiros. “A frota mundial tem vindo a crescer em dimensão e calado e temos de garantir que o nosso porto acompanha essa evolução e continua preparado para receber navios de maiores dimensões”, complementa Paula Cabaço, presidente do conselho de administração da APRAM, lembrando que atualmente cerca de um terço dos navios de cruzeiro que chega à Madeira ultrapassa os 320 metros de comprimento. “A indústria está a mudar e nós temos de estar preparados para responder a essa mudança, garantindo a segurança e a qualidade da operação portuária”, sublinha.

Outro dos investimentos, este já a decorrer, é a empreitada de reabilitação da rede de água e esgotos do molhe da Pontinha. Uma empreitada superior a 800 mil euros, que deverá estar concluída em junho do próximo ano e que vai modernizar a infraestrutura, permitindo prestar um serviço mais eficiente aos navios em porto.

“É uma intervenção que não tendo a mesma visibilidade de outras obras, é essencial para o funcionamento do porto e para a qualidade do serviço que prestamos aos navios”, enquadra Paula Cabaço, notando que estas infraestruturas são fundamentais para a operação diária, garantindo maior fiabilidade e melhores condições de resposta à medida que o movimento no Porto do Funchal continua a crescer.

Uma terceira intervenção, passa pelo reforço da área de controlo de fronteiras na Gare Marítima da Madeira. São 350 mil euros para duplicar a capacidade de resposta da gare, que neste momento dispõe de quatro boxes de controlo (duas para embarque e outras duas para desembarque) e passará a contar com oito (quatro para embarque e quatro para desembarque), permitindo reduzir os tempos de espera no controlo de passageiros e melhorar a experiência de quem nos visita por cruzeiro.

Este investimento surge também no âmbito da implementação do Entry/Exit System (EES), o novo sistema digital da União Europeia para o controlo das entradas e saídas de cidadãos de países terceiros no Espaço Schengen, que veio substituir o tradicional sistema manual de carimbo nos passaportes pelo registo eletrónico de dados e informação biométrica.