Autoridades espanholas corrigem novo balanço e mantêm 69 mortos confirmados
O número de mortos confirmados no acidente com comboios em Urda, Toledo, mantém-se em 69, disseram hoje as autoridades espanholas, que corrigiram uma informação anterior segundo a qual haveria 74 vítimas mortais.
A informação errada tinha sido divulgada publicamente, na Internet, pela CIAF (ou Autoridade Independente de Investigação de Acidentes de Transporte).
Posteriormente, a comissão corrigiu os dados que publicou e o Governo espanhol confirmou que o número de mortos confirmados se mantém em 69.
O acidente ocorreu na quarta-feira de manhã, quando dois comboios de alta velocidade em que viajavam mais de 500 pessoas colidiram em Urda, uma localidade a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid.
Pelo menos 110 pessoas foram atendidas em hospitais e 15 continuam internadas em estado grave, segundo as autoridades locais.
Segundo a CIAF, o balanço de 69 mortos continua a ser provisório e há um número "muito elevado de feridos ainda pendente de confirmação".
A CIAF revelou ter no terreno uma equipa para apurar as causas do ocorrido em Urda.
O Rei de Espanha pediu hoje medidas para que não volte a ocorrer uma "catástrofe" como a do acidente ferroviário de Urda, que qualificou como "um duríssimo golpe" para o país.
O chefe de Estado espanhol disse que a investigação em curso aberta pelas autoridades "deve determinar como e porquê aconteceu esta catástrofe" e que têm também de ser estudadas e adotadas "medidas para que não volte a acontecer".
O primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, prometeu hoje que serão esclarecidas "até ao último detalhe" as causas do acidente.
Este foi o segundo acidente ferroviário com comboios de alta velocidade este ano em Espanha, depois do de Adamuz, em Córdova, em janeiro, no qual morreram 46 pessoas.