PCP promoveu um buzinão de protesto contra o aumento do custo de vida
O PCP promoveu um buzinão de protesto contra o aumento do custo de vida, na entrada oeste do Funchal, na saída para São Martinho, que contou, segundo o PCP, "com a adesão de massiva de automobilistas que passavam pela zona e que buzinaram como forma de protesto contra o aumento dos preços."
Ricardo Lume, porta-voz da iniciativa do PCP, referiu que “é mais do que evidente que, na Região, assim como no País, está a aumentar a contestação social contra o aumento do custo de vida. Esta iniciativa do PCP é a prova viva desta realidade, sendo massiva a adesão a este buzinão de protesto. A Madeira é a região do País onde a taxa de inflação é mais elevada, tendo atingido, em setembro, os 4,6%. O preço do cabaz alimentar aumentou 4,7% em relação a 2025, enquanto os valores das rendas da habitação dispararam 17,4%. O preço do gasóleo aumentou mais de 40%, enquanto o da gasolina subiu 26%."
Perante esta realidade, "o Governo Regional PSD/CDS opta por defender quem especula, em vez de defender quem trabalha", segundo Ricardo Lume.
Em comparação com as restantes regiões ultraperiféricas da Macaronésia, "a Madeira é aquela onde o custo de vida é mais elevado. Por exemplo, no que respeita aos combustíveis, na Madeira pagamos, em média, mais 6,2% do que nos Açores e mais 22,9% do que nas Canárias."
Relativamente ao preço do gás, "a disparidade é ainda mais gritante: uma garrafa de gás de 13 kg custa na Madeira mais 35% do que nos Açores, o que representa mais 8,37 euros, e mais 82% do que nas Canárias. Estes são apenas alguns exemplos de como o Governo Regional não utiliza os poderes autonómicos para minimizar os impactos da escalada dos preços e combater a especulação ao contrato do que acontece em outras Regiões Autónomas. No entanto, prefere utilizar esses poderes para defender aqueles que lucram com a especulação."
O dirigente do PCP afirmou ainda que “os madeirenses e os porto-santenses já não se deixam convencer pela propaganda do Governo Regional PSD/CDS. Está a aumentar a contestação social, com manifestações e greves nos mais diversos sectores de actividade, para reivindicar melhores salários e melhores condições de trabalho. Intensifica-se também a luta pelo direito à habitação, bem como as ações de protesto contra o aumento do custo de vida. Este é um sinal claro que o povo está a dar: é preciso mudar de política"
Ricardo Lume concluiu, afirmando que “não só é possível, como é necessário, derrubar esta política de exploração e empobrecimento, que utiliza a autonomia para beneficiar os protegidos do regime e alguns estrangeiros endinheirados."
O PCP reafirma que "continuará a promover ações de contacto, denúncia e luta reivindicativa, levando para a rua os problemas concretos das populações e dando expressão às suas reivindicações, defendendo a colocação da Autonomia ao serviço dos trabalhadores e do povo”