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Aumentou para dois mortos o balanço de vítimas de ataque contra aeroporto saudita

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O número de mortos no ataque atribuído aos huthis na última noite contra o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, no leste da Arábia Saudita, aumentou para dois, disse hoje a Autoridade de Aviação Civil saudita.

O organismo disse ainda que oito pessoas ficaram feridas e que, entretanto, as operações aéreas foram retomadas.

A autoridade detalhou ainda que uma das vítimas era de nacionalidade indiana, enquanto a outra era um cidadão saudita.

Os feridos são cidadãos originários da Índia, do Iémen, do Bangladesh e do Nepal.

"Os danos continuam a ser avaliados e estão a ser tomadas todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos viajantes e dos trabalhadores", disse ainda o organismo que regula a aviação civil.

Até ao momento, as forças xiitas huthis, do Iémen, não reivindicaram a autoria da ação.

As milícias huthis foram responsáveis pela série de ataques que resultaram em dezenas de mortos e feridos contra aeroportos na Arábia Saudita.

O país intervém no Iémen desde 2015, em apoio do Governo reconhecido internacionalmente, liderando uma coligação militar internacional contra os huthis.

A 10 de outubro, 13 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas no Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, o pior ataque contra civis no reino na última década.

Os huthis, aliados do Irão, intensificaram as operações contra a Arábia Saudita desde o início de outubro, tendo como alvo várias instalações de produção e de distribuição de energia.

Na quarta-feira, a Arábia Saudita intercetou um drone lançado contra o campo petrolífero saudita de Shaybah, junto à fronteira com os Emirados Árabes Unidos.

Os destroços do drone provocaram, na quarta-feira, pelo menos dois mortos e dois feridos.

A coligação internacional mantém as operações aéreas em zonas do Iémen sob controlo dos rebeldes e oferece apoio ao Governo iemenita na sua contraofensiva para recuperar partes da costa e do noroeste do país que estão sob controlo das milícias xiitas desde 2014.