USAM associa baixos salários às dificuldades de acesso à habitação na Madeira
União dos Sindicatos da Madeira manifesta solidariedade com a iniciativa do movimento Porta-a-Porta, agendada para 14 de Novembro, no Funchal, e apela à participação na defesa do direito à habitação digna
A União dos Sindicatos da Madeira (USAM) manifestou a sua solidariedade com a iniciativa promovida pelo movimento Porta-a-Porta, em defesa do direito à habitação digna, marcada para o próximo dia 14 de Novembro, na Rua Dr. Fernão de Ornelas, junto à Feira dos Tecidos, no Funchal.
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Em comunicado, a estrutura sindical considera preocupante a situação habitacional na Região Autónoma da Madeira, apontando o aumento dos preços das casas, das rendas e dos encargos associados à aquisição de habitação como factores que dificultam o acesso a uma casa condigna por parte de trabalhadores, jovens e famílias.
Para a USAM, o problema da habitação está directamente relacionado com a política de baixos salários e com a precariedade laboral que, na sua perspectiva, continuam a marcar a realidade da Região. A organização sublinha que muitos trabalhadores, apesar de terem emprego, enfrentam dificuldades em suportar os custos da habitação sem comprometer uma parte significativa dos seus rendimentos mensais.
A estrutura sindical alerta ainda para o impacto desta realidade nos jovens trabalhadores, considerando que as dificuldades em conseguir casa limitam a sua autonomia, adiam projectos de vida e contribuem para o agravamento das desigualdades sociais.
Perante este cenário, a USAM defende a adopção de medidas públicas que permitam aumentar a oferta de habitação a custos acessíveis, reforçar a habitação pública e combater a especulação imobiliária. A organização sindical considera que é necessário garantir que as pessoas que vivem e trabalham na Madeira possam exercer efectivamente o direito à habitação, consagrado na Constituição da República Portuguesa.
"A luta por salários dignos, emprego com direitos e habitação acessível é uma só luta", afirma a USAM, que associa esta reivindicação à defesa da dignidade, da justiça social e da melhoria das condições de vida dos trabalhadores e da população madeirense.
No comunicado, a União dos Sindicatos da Madeira apela à participação na iniciativa do movimento Porta-a-Porta, dirigida a todos os que contestam as dificuldades de acesso à habitação na Região.