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Madeira

GNR define quatro prioridades para a Madeira: floresta, mar, fiscalização tributária e direitos dos cidadãos

General Paulo Silvério aponta reforço do patrulhamento ambiental, vigilância marítima, combate às infracções fiscais e respeito pelos direitos fundamentais como orientações estratégicas para o Comando Territorial da Madeira

O general Paulo Silvério reconheceu ao coronel Marco Nunes a liderança exemplar no Comando da GNR.
O general Paulo Silvério reconheceu ao coronel Marco Nunes a liderança exemplar no Comando da GNR., Foto Rui Silva/ASPRESS

Requalificação dos quartéis e cooperação institucional também estão na agenda

O reforço do patrulhamento e da vigilância das áreas florestais, a intensificação do controlo da costa e do mar territorial, o combate às infracções tributárias e aduaneiras e a defesa dos direitos dos cidadãos são as quatro prioridades estratégicas definidas pela Guarda Nacional Republicana (GNR) para o Comando Territorial da Madeira. As orientações foram transmitidas pelo segundo comandante-geral da Guarda, general Paulo Silvério, durante a cerimónia de tomada de posse do coronel José Varela Pereira, realizada esta quarta-feira no Funchal.

Na sua intervenção, o responsável destacou as especificidades da Região, nomeadamente a insularidade, a riqueza do património natural, a atractividade turística e a importância estratégica do espaço marítimo, factores que colocam desafios acrescidos ao planeamento e à resposta operacional.

No domínio ambiental, a GNR deverá reforçar a vigilância dos espaços florestais e rurais e das áreas ambientalmente sensíveis, contribuindo para a prevenção de incêndios, a protecção da natureza e as operações de protecção e socorro. No mar, o objectivo passa por intensificar a vigilância e o controlo da costa, proteger os recursos marinhos e assegurar o controlo da fronteira marítima.

Outra das prioridades consiste em intensificar a prevenção, detecção e investigação de infracções tributárias e aduaneiras, no âmbito das competências legalmente atribuídas à Guarda. A estas orientações junta-se a exigência de uma actuação ética, transparente e inclusiva, com respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e promoção dos direitos humanos.

Paulo Silvério defendeu ainda o aprofundamento da cooperação com as autoridades e entidades locais, para garantir uma resposta coordenada às necessidades de segurança da população. No plano interno, apontou a optimização dos recursos, a modernização dos processos e a requalificação dos quartéis como medidas necessárias para melhorar as condições de trabalho dos militares e civis e o atendimento aos cidadãos.

O segundo comandante-geral deixou também uma mensagem de confiança ao novo responsável pelo comando madeirense, considerando que a experiência acumulada por José Varela Pereira nas diferentes funções desempenhadas o prepara para os desafios do cargo. Sublinhou, por outro lado, a importância de uma liderança capaz de valorizar os efectivos, reforçar a eficiência operacional e manter a proximidade à população.

Na mesma cerimónia, Paulo Silvério agradeceu ao coronel Marco Nunes que cessou funções, pelo trabalho desenvolvido durante mais de três anos, considerando que a sua liderança contribuiu para reforçar a imagem e o desempenho operacional da GNR na Região.