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Gomes acusa Montenegro de abandonar os portugueses na crise da habitação

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O deputado madeirense do Chega (CH) Francisco Gomes acusou ontem o primeiro-ministro Luís Montenegro de abandonar os portugueses na crise da habitação, considerando que o Governo da República continua sem responder às dificuldades de milhares de famílias que trabalham, pagam impostos e não conseguem comprar ou arrendar casa.

As críticas foram feitas no plenário da Assembleia da República, durante o debate com o Governo no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027 e hoje o deputado deu conta da sua intervenção. "Portugal tornou-se um país onde trabalhar, pagar impostos e cumprir a lei já não chega para ter direito a uma casa. Os portugueses estão fartos de promessas, de desculpas e de governantes que vivem confortavelmente enquanto famílias inteiras são esmagadas pelas rendas. Isto é uma vergonha nacional", afirmou Francisco Gomes.

O parlamentar criticou a insuficiência da construção de habitação pública, a falta de aproveitamento dos imóveis devolutos do Estado e os critérios de atribuição dos apoios habitacionais, defendendo maior transparência e fiscalização.

Francisco Gomes acusou ainda o Executivo de permitir aquilo que considera ser um tratamento desigual entre os cidadãos que trabalham e descontam e outros beneficiários dos programas públicos de habitação.

"O seu Governo dá casas a imigrantes, dá casas a ciganos, dá casas a vadios, mas está a marimbar-se para os jovens portugueses e para as famílias portuguesas que trabalham uma vida inteira. Ponha Portugal em primeiro. Ponha os portugueses em primeiro", declarou o deputado.

Francisco Gomes exigiu que o primeiro-ministro esclareça quantas habitações serão efectivamente construídas, quais os prazos de execução e que medidas serão adoptadas para colocar o património público devoluto ao serviço das famílias.

"Os portugueses não comem anúncios, não pagam rendas com conferências de imprensa e não constroem casas com promessas! Senhor Primeiro-Ministro, deixe de vender ilusões e diga aos portugueses quantas casas vai entregar, quando as vai entregar e quanto dinheiro vai realmente investir. Chega de propaganda", afirmou.

O deputado criticou igualmente as declarações do ministro das Finanças, que considera ter transmitido a ideia de que já foram tomadas praticamente todas as medidas possíveis para responder à crise habitacional.

"Dizer que já fizeram tudo quando há portugueses a dormir em carros, jovens sem condições para sair de casa dos pais e famílias sufocadas pelas rendas é um insulto a quem trabalha. Se este Governo acha que já fez tudo, então vão embora", concluiu Francisco Gomes.