Governo Regional prepara novos incentivos para minimizar impacto da crise energética
Medidas foram anunciadas por José Manuel Rodrigues, na sequência da segunda reunião do Conselho Consultivo de Economia
A Madeira prepara novos incentivos para apoiar as empresas e reforçar a resposta aos efeitos da crise energética, anunciou hoje o secretário regional de Economia, durante a segunda reunião do Conselho Consultivo de Economia (CCE), que decorreu esta quarta-feira, no Palácio do Governo Regional.
José Manuel Rodrigues voltou a destacar o impacto que a guerra no Médio Oriente continua a ter na economia regional, afectando as empresas e as famílias, mas garantiu que a Região "respondeu bem" através de medidas relacionadas com a produção de energia, o controlo dos preços dos combustíveis e o apoio às empresas para preservar postos de trabalho e evitar aumentos nos preços ao consumidor.
Entre os principais temas debatidos no encontro estiveram as acessibilidades aéreas à Madeira, com especial preocupação em relação ao Subsídio Social de Mobilidade e à inoperacionalidade do Aeroporto da Madeira, conforme deu conta o gabinete do governante, em comunicado. O Conselho apontou ainda, acrescenta a mesma fonte, a falta de mão-de-obra, o excesso de burocracia na administração pública, os problemas com a habitação e o envelhecimento da população como desafios prioritários.
O secretário regional defendeu a necessidade de uma importação regulada e humanizada de trabalhadores e apelou à simplificação de procedimentos administrativos para acelerar o investimento privado.
No âmbito do apoio às empresas, o Instituto de Desenvolvimento Empresarial (IDE) deverá lançar, dentro de um a dois meses, dois sistemas de incentivos já existentes, agora adaptados para mitigar o impacto do aumento dos custos da energia e dos combustíveis. Um dos programas passará a incluir despesas energéticas e combustíveis no apoio ao funcionamento das empresas, enquanto o outro reforçará os apoios ao transporte, sobretudo para exportadoras e empresas dependentes de matérias-primas importadas.
Na área social, o governante recordou que o Governo Regional já construiu mais de 800 habitações, embora reconheça que a resposta continua insuficiente face às necessidades actuais e futuras. Defendeu, por isso, mais oferta habitacional para a classe média, famílias de baixos rendimentos e jovens casais.
O governante alertou, ainda, para os desafios do envelhecimento populacional, sublinhando a necessidade de reforçar respostas nas áreas da saúde, segurança social e apoios sociais, de forma a garantir melhor qualidade de vida à população idosa.