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Madeira

Gás é “facilitador da transição energética”

Luís Miguel Sousa defende papel estrutural do gás num sistema isolado como a Madeira

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O presidente e CEO do Grupo Sousa, Luís Miguel Sousa, defendeu hoje que o gás natural tem sido um “facilitador da transição energética” na Madeira, sublinhando o seu papel na garantia da estabilidade de um sistema eléctrico isolado e na evolução para um modelo mais eficiente e sustentável.

Na sessão de abertura da conferência ‘A Importância dos Gases Renováveis na Transição Energética – O Gás como Motor de Desenvolvimento Regional’, que decorre no Museu de Electricidade – Casa da Luz, no Funchal, o responsável afirmou que a Região enfrenta limitações estruturais que condicionam a expansão das energias renováveis, nomeadamente a dimensão do território, a orografia e a insularidade.

Sublinhou que, num sistema fechado e sem interligações eléctricas com o exterior, a produção local de energia exige continuidade e estabilidade permanentes, pelo que a utilização de fontes térmicas continua a ser necessária para garantir a segurança do abastecimento.

“Garantir a produção de electricidade sem interrupções é o objectivo primário”, afirmou, defendendo que a complementaridade entre renováveis e gás é essencial para assegurar o funcionamento do sistema eléctrico regional.

Luís Miguel Sousa destacou ainda que o crescimento do consumo de electricidade na Madeira tem sido impulsionado pela mobilidade eléctrica, digitalização, climatização e descarbonização da economia, reforçando a necessidade de reforço da capacidade de resposta da rede.

Referiu que o gás natural, introduzido na Região em 2014, se tem afirmado como uma solução “eficiente, segura e ambientalmente mais responsável”, permitindo ganhos ao nível da redução de emissões, da competitividade e da resiliência do sistema eléctrico.

Segundo indicou, já foram realizadas mais de 18.500 descargas de gás na Região, evitando a emissão de centenas de milhares de toneladas de gases poluentes, sublinhando o papel desta solução na modernização do sistema energético madeirense.

O responsável defendeu ainda que o futuro poderá passar pela incorporação de gases renováveis, como o bio metano ou o hidrogénio verde, aproveitando a infra-estrutura já existente e o conhecimento técnico acumulado.

“A transição energética não se faz por ruptura, faz-se por evolução”, afirmou, defendendo uma abordagem pragmática e gradual, com segurança e sustentabilidade como princípios orientadores.