Não há respeito pelo consumidor
Imagine o leitor que uma pessoa compra um telemóvel. Passado um mês ou dois, ainda dentro de garantia, o aparelho avaria-se. O comprador vai à loja reclamar e a resposta que ouve, invariavelmente, é: Deixe o aparelho e volte daqui a 30 dias.
Um telemóvel, hoje, não é um luxo, é sim uma necessidade imprescindível imposta pelas novas tecnologias de uma sociedade moderna. Uma pessoa tem a sua vida toda montada em várias APP s do aparelho. É a conta bancária, são os telefonemas/lista de contactos – já quase ninguém tem telefone fixo – são as marcações, as confirmações de consultas, além das receitas médicas por SMS do SNS24, são os e-mails urgentes, enfim, é toda uma panóplia de necessidades que prendem as pessoas ao telemóvel. Para muitos é ter um escritório no bolso. Então, dada a necessidade/dependência do telemóvel, como fica o cliente, num caso destes? Terá que comprar outro telefone para substituir aquele durante 30 dias? Isto, à primeira vista, pode parecer banal mas é um caso muito sério.
Não há direitos nem respeito pelo consumidor? O que diz a lei acerca destes casos? O que diz a Defesa do Consumidor? Se alguma vez me acontecer vou exigir um telemóvel por troca ou outro para substituição como acontece com os carros, enquanto o meu está em reparação e se não resolverem vou procurar os meus direitos.
Juvenal Rodrigues