CDU considera que avaria no elevador do Mercado dos Lavradores é uma "falta de respeito"
A CDU esteve esta sexta-feira, 15 de Maio, numa acção de contacto com comerciantes e visitantes do Mercado dos Lavradores, no Funchal, onde o porta-voz do partido, Duarte Martins, denunciou, publicamente, a inoperacionalidade do elevador, considerando uma "falta de respeito".
Uma nota de imprensa refere que a infraestrutura encontra-se inoperacional há mais de sete meses, uma situação que a CDU classifica como "absolutamente inconcebível" num dos pontos mais icónicos e visitados da cidade.
Para Duarte Martins, esta avaria prolongada não é apenas um problema técnico, mas sim uma "barreira à inclusão e à economia local".
"Estamos perante um mercado municipal de referência, que recebe diariamente centenas de pessoas, entre turistas e madeirenses. É inadmissível que idosos e cidadãos com mobilidade reduzida estejam impedidos de aceder a todos os andares do edifício, ficando privados de fazer as suas compras e de circular com a dignidade e a comodidade que merecem", refere.
Acrescenta ainda que é de "lamentar, que a Câmara Municipal do Funchal, apesar de gerir orçamentos de milhões de euros e de anunciar frequentemente projetos com custos astronómicos, seja incapaz de resolver a reparação de um 'simples elevador'".
"A autarquia tem dinheiro para propaganda e para projetos de milhões, mas para garantir a acessibilidade básica num espaço público central, parece nunca haver verba ou urgência. É uma questão de prioridades e, claramente, o bem-estar de quem trabalha e visita o Mercado não está no topo da lista deste executivo", afirma o porta-voz.
Perante este cenário, Duarte Martins assegura que a CDU não baixará os braços: "Não aceitamos que o Mercado dos Lavradores continue a ser um espaço de exclusão. A CDU tudo fará, através de todos os mecanismos ao seu alcance, para garantir que a Câmara Municipal assuma as suas responsabilidades e proceda à reparação imediata do elevador. O Funchal não pode ser uma cidade de 'fachada' que ignora as necessidades básicas dos seus cidadãos."