Inflação entre a estabilidade a 12 meses e a subida em Abril face a 2025
Segundo a DREM, a taxa de variação média dos últimos doze meses do Índice de Preços no Consumidor (IPC) manteve-se em 3,2%, mas a taxa de variação homóloga cresceu para 3,7%
Custos na hotelaria e restauração, na saúde e no supermercado são os que mais puxam a inflação para cima
Em Abril de 2026, "a variação média do Índice de Preços no Consumidor (IPC) nos últimos 12 meses fixou-se em 3,2%, mantendo-se inalterada face ao mês anterior" na Região Autónoma da Madeira (RAM), enquanto que, em termos homólogos, ou seja, comparando Abril de 2026 com o mesmo mês de 2025, a variação dos preços foi de 3,7%", um crescimento de 0,5%.
De acordo com o resumo da DREM, divulgada hoje ao mesmo tempo que o INE, "a inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, situou-se em 2,7%, o que representa um decréscimo de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao mês precedente", sendo que "os preços dos bens aumentaram 2,3%, enquanto os serviços registaram um acréscimo mais expressivo, de 4,2%".
Como referido na acima, "as maiores variações positivas observaram-se nas classes dos 'Restaurantes e serviços de alojamento' (7,8%), da 'Saúde' (4,3%) e dos 'Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas' (4,1%)", mas "em sentido contrário, a classe do 'Vestuário e calçado' registou a variação negativa mais acentuada (-1,3%)".
No País, frisa a DREM, "o IPC apresentou uma variação média de 2,4% (2,3% no mês anterior)", ou seja, 0,8 pontos percentuais abaixo da Madeira, sendo que nos Açores foi de 2,08%.
Como referido, em termos homólogos, o IPC agravou em 0,5 pontos para 3,7% (3,4% no País), com "as classes dos 'Transportes' (+1,1 p.p.) e dos 'Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas' (+0,8 p.p.)" a serem "as que mais contribuíram para a variação homóloga do IPC, sendo que as variações de maior amplitude foram registadas nos 'Restaurantes e serviços de alojamento' (6,3%), nos 'Transportes' (5,4%) e na 'Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis' (4,5%)", possivelmente todos ligados à actual crise energética causada pela situação no Médio Oriente.
"Em sentido inverso, a classe com variação negativa mais pronunciada foi o 'Lazer, recreação, desporto e cultura' (-3,5%)", diz a DREM. "No conjunto dos agregados, saliência para os 'produtos energéticos', que registaram uma variação de preços homóloga de 13,6%", confirma. "Por sua vez, os preços dos bens aumentaram tanto quanto os serviços (3,7%)".
Por fim, "em termos mensais, verificou-se, em Abril de 2026, uma variação de 2,6% na RAM (1,4% no mês anterior). A nível nacional, a variação do IPC foi de 1,4%, após os 2,0% registados em Março de 2026". Ou seja, na Madeira a inflação agravou-se em Abril face a março, mas no país baixou.
"Em Abril de 2026, o valor médio das rendas de habitação por metro quadrado de área útil, na Região, registou uma variação de 0,5% face ao mês anterior e de 6,6% em termos homólogos (0,4% e 6,5% no mês anterior, respetivamente)", acrescenta a DREM, confirmando também outros indicadores que apontam a um agravamento do arrendamento.