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Futebolista Alexia Putellas, capitã do FC Barcelona, deixa o clube após 14 anos

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Foto Shutterstock

Alexia Putellas, a histórica capitã da equipa feminina de futebol do FC Barcelona, anunciou hoje o fim da ligação ao clube que representou durante 14 temporadas.

"14 anos depois, deixa o 'Barça', mas fá-lo desde o ponto mais alto dos degraus do futebol e com a sensação de ter vivido a melhor história de amor possível com o clube da sua vida", escreveram os catalães no seu sítio oficial na Internet.

A média de 32 anos campeã do mundo pela Espanha, em 2023, e vencedora da Liga das Nações pela 'roja', em 2024 e 2025, conquistou a Liga dos Campeões pelo FC Barcelona em quatro ocasiões, em 2021, 2023, 2024 e 2026, tendo na edição deste ano sido eleita a melhor futebolista da competição.

Em termos individuais, a 10 vezes campeã nacional nas 14 temporadas no emblema 'azul-grená' foi eleita a melhor jogador do mundo FIFA em 2021 e 2022, anos em que conquistou também a Bola de Ouro.

"A história de Alexia Putellas é a história viva do talento, da resiliência e da estima de uma jogadora que é muito mais do que uma futebolista. Um ícone do 'Barça' feminino desde 2012, quando assinou com 18 anos proveniente do Levante, e que foi crescendo ao ritmo da equipa", recorda o seu clube.

A atleta vai ser homenageada na quarta-feira em Camp Nou, numa cerimónia que recordará o seu legado "dentro e fora de campo".

Putellas, que disputou 507 partidas pelo FC Barcelona, apenas superada por Melanie Serrano, com 516, foi um "ícone e o farol que guiou o crescimento de uma equipa que, pouco a pouco, se tornava uma potência mundial".

Entre outros recordes, ostenta o de maior goleadora da história do clube, com 232 tentos (apenas superados, no masculino, por Lionel Messi, com 672) que ajudaram o FC Barcelona na conquista de 38 títulos, incluindo 10 Taças do Rei e seis Supertaças, muitos dos quais ostentando a braçadeira de capitã.

"Além dos troféus, o seu impacto mede-se na forma como elevou o nível competitivo e inspirou gerações de jogadoras em todo o mundo", sublinha o clube.

É destacado ainda a sua "extraordinária capacidade de resistência", nomeadamente a forma como superou lesões graves, que "colocaram à prova o seu caráter e reforçaram a sua lenda".

"Não só regressou após cada golpe, como o fez para continuar a liderar, continuar a ser decisiva e provar que as grandes referências também se constroem na adversidade. A sua trajetória, portanto, não é apenas um sucesso pessoal, mas um legado coletivo. É a prova de que o 'Barça' cresceu de mãos dadas com uma capitã irrepetível, uma jogadora que é, sem qualquer dúvida, um ícone eterno do clube e do futebol mundial", conclui o FC Barcelona.

A opção por mais um ano de contrato não foi acionada, com vários órgãos de comunicação social espanhóis a indicarem que a jogadora deve rumar ao futebol inglês, nomeadamente ao London City Lionesses, propriedade da empresária norte-americana de origem sul-coreana Michele Kang, igualmente dona do OL Lyonnes.

Putellas foi uma das vozes que denunciaram o beijo não consentido de Luis Rubiales, então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), a Jennifer Hermoso durante a cerimónia de entrega de medalhas após a final do Mundial de 2023, que a 'roja' venceu.