Mais de 35.000 habitantes de Bélgorod ficam sem luz e água após ataques ucranianos
Mais de 35.000 habitantes da cidade russa de Bélgorod ficaram hoje sem eletricidade e água devido aos ataques da artilharia ucraniana, informaram as autoridades locais.
"Como resultado dos ataques com mísseis ocorridos hoje em Bélgorod (...) mais de 35.000 residentes ficaram sem eletricidade nem água", escreveu nas redes sociais o governador interino da região, Alexandr Shuváev.
O mesmo responsável assegurou que as autoridades estão a tentar mitigar as consequências dos ataques, mas avisou que os cortes de abastecimento de eletricidade podem durar 24 horas.
Antes, a Administração da região de Bélgorod, fronteiriça com a Ucrânia, já tinha informado da morte de duas pessoas na noite passada devido aos ataques inimigos com drones e mísseis.
O Governo russo instou hoje os cidadãos estrangeiros residentes em Kiev, incluindo funcionários diplomáticos, a abandonarem a capital ucraniana devido à iminência de novos bombardeamentos para responder ao ataque ucraniano de sexta-feira contra uma residência estudantil.
"Os ataques terão como alvo centros de decisão" e "empresas do complexo militar e industrial" em Kiev, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado, sem especificar qualquer data ou hora.
Segundo o ministério russo, a campanha visa responder ao "ataque sangrento" a uma residência de estudantes da região ocupada de Lugansk, realizado na madrugada de sexta-feira, e do qual resultaram 21 mortos e pelo menos 42 feridos.
Este alerta surge um dia depois de um grande ataque russo contra a Ucrânia, para o qual Moscovo usou um míssil com capacidade nuclear.
O bombardeamento, realizado na madrugada de domingo, utilizou, de acordo com a Força Aérea ucraniana, 690 sistemas de ataque aéreo, incluindo drones e mísseis de vários tipos e teve Kiev como alvo principal.
Segundo o último balanço das autoridades ucranianas, citado pela agência francesa de notícias AFP, o bombardeamento russo causou pelo menos quatro mortos e mais de 100 feridos.
O ataque, que foi criticado por várias organizações e países, incluindo a Comissão Europeia e Portugal, atingiu uma infraestrutura de abastecimento de água, um mercado, dezenas de edifícios residenciais e várias escolas, avançou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.