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Passageiros retirados de cruzeiro para EUA ficam em quarentena até 31 de Maio

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As 18 pessoas transportadas das Canárias (Espanha) para os Estados Unidos, que viajaram num navio de cruzeiro onde foi relatado um surto de hantavírus, vão ficar em quarentena obrigatória até 31 de maio, adiantaram hoje as autoridades norte-americanas.

Os repatriados, 17 cidadãos norte-americanos e um cidadão britânico residentes nos EUA, vão permanecer no Centro Médico da Universidade de Nebrasca, considerado a única instalação de quarentena financiada pelo Governo federal no país.

"A liderança do Governo dos EUA tomou a decisão de manter os passageiros no Nebrasca até 31 de maio, quando termina o período de monitorização de 21 dias", indicou David Fitter, chefe da resposta ao hantavírus do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), numa teleconferência com jornalistas.

Duas das 18 pessoas que seguiam no navio de cruzeiro Hondius foram transferidas por alguns dias para o Emory University Medical Center, em Atlanta, Geórgia, mas foram transportadas para o Nebrasca, juntamente com os restantes passageiros, no início desta semana.

Fitter realçou que, para já, não há casos confirmados de hantavírus nos EUA e que o risco para a população continua baixo.

O Hondius, com 147 passageiros e tripulantes a bordo, chegou às Canárias em 10 de maio, após uma viagem que começou em Ushuaia, na Argentina, e os levou a várias ilhas do Atlântico.

Durante a viagem, surgiram vários casos de hantavírus, resultando em três mortes.

Em comunicado, o CDC informou que foram identificados três casos adicionais de hantavírus --- um em França, um em Espanha e um no Canadá --- desde que os passageiros abandonaram o navio.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) referiu na passada quarta-feira que foram reportados um total de 11 casos de hantavírus ligados ao cruzeiro, incluindo três mortes. Oito casos foram confirmados por exames laboratoriais.

A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição a 01 de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 06 de abril.

O período de incubação do vírus situa-se entre uma a seis semanas e não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda.

A taxa de letalidade - percentagem de pessoas doentes que morrem após contrair a infeção - deste surto é, nesta fase, de 27%, segundo a OMS.