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Fact Check Madeira

Agora há obras diárias na VR1?

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Foto Arquivo/Aspress

Ontem foi notícia que a circulação na Via Litoral vai estar condicionada em vários troços até ao próximo dia 29 de Maio, devido a trabalhos de manutenção, limpeza e intervenções de segurança programadas pela concessionária Via Litoral. Os trabalhos, conforme nota enviada à imprensa pela concessionária, terão lugar em diferentes períodos, maioritariamente durante a noite, abrangendo zonas entre Ribeira Brava, Machico e Cancela.

Noites de obras e condicionamentos na Via Litoral entre Ribeira Brava, Machico e Cancela

A circulação na Via Litoral vai estar condicionada em vários troços da Madeira até ao próximo dia 29 de Maio, devido a trabalhos de manutenção, limpeza e intervenções de segurança programadas pela concessionária ViaLitoral.

Entre as intervenções previstas está a reparação de guardas e equipamentos de segurança danificados por acidentes rodoviários, operação que decorre ao longo de toda a concessão até quinta-feira, em ambos os sentidos, com circulação alternada.

Estes trabalhos, ainda que maioritariamente realizados em período nocturno, geram constrangimentos aos utilizadores da via, sobretudo porque o próprio planeamento “poderá sofrer alterações em função das condições meteorológicas ou de imprevistos operacionais”, o que motivou alguns comentários nas nossas plataformas sociais.

Um dos leitores, em particular, apontou o facto de estas intervenções estarem a ser cada vez mais frequentes nos últimos tempos. “Mas isto agora é todos os dias... ora é trabalhos de manutenção, ora é trabalhos de pavimentação. Parece que foi preciso perder a concessão para começarem a trabalhar...”.

A operação e manutenção da Via Rápida entre a Ribeira Brava e Machico, assegurada nos últimos 26 anos pela empresa Via Litoral, vai passar a ser feita por um agrupamento de empresas nacionais liderado pela Ascendi. A decisão de adjudicação pelo Governo Regional deste contrato, válido por 49 meses e com um valor de 46,95 milhões de euros (acresce IVA), foi publicada este mês de Maio no Jornal Oficial da Madeira (JORAM).

Procurámos assim, maioritariamente com base nas informações remetidas à comunicação social e posteriormente noticiadas, aferir a realização destes trabalhos na VR1, cuja coincidência temporal tem sido comentada.

Nas últimas semanas, a concessionária tem vindo a emitir sucessivos avisos de condicionamento de trânsito devido a trabalhos de pavimentação, com impactos em vários nós da VR1.

No dia 13 de Abril foi encerrada a saída 6 para Câmara de Lobos, no sentido Ribeira Brava – Machico. No dia 20 de Abril registaram-se condicionamentos no nó das Quebradas, com o encerramento dos ramos de entrada e saída 7 no sentido Machico – Ribeira Brava. Seguiu-se o nó de Gaula, com o encerramento da entrada 18 no dia 27 de Abril e novos condicionamentos no mesmo local a 4 de Maio, este já no sentido Machico – Ribeira Brava. Já em Maio, os trabalhos prolongaram-se até Água de Pena, com encerramentos da saída 24 nos dias 5 e 8.

Estas intervenções têm implicado cortes temporários de ramos de acesso e a necessidade de utilização de nós alternativos, gerando constrangimentos frequentes para quem circula diariamente na via rápida, sobretudo porque o tráfego verificado na VR1 tem aumentado substancialmente nos últimos anos.

É neste contexto que se tem instalado a percepção, entre muitos utilizadores, de que existe uma intensificação pouco habitual de obras precisamente no período de transição da concessão. É expectável que a Ascendi assuma a VR1 no início de Julho.

Numa apreciação que não se quis exaustiva, é possível verificar pelo menos sete intervenções mais alargadas no espaço de dois meses. O que não é possível confirmar, olhando aos dados disponíveis, é que decorram “todos os dias”, nem tão pouco que sejam justificadas por via da mudança de concessão ou não devido a trabalhos previamente programados.

Num outro comentário, Luís Ferreira sugeria a realização de intervenções em período nocturno para minimizar os constrangimentos. “Só espero é que com a nova empresa as obras sejam feitas à noite, como está agora, que fazem intervenções durante o dia, qualquer trabalho por mais pequeno que seja é um inferno para o trânsito. (…) Bem sei que o concessionário não é o mesmo, mas quando for espero que tenham isso em atenção!”, apontou.

“Mas isto agora é todos os dias... ora é trabalhos de manutenção, ora é trabalhos de pavimentação. Parece que foi preciso perder a concessão para começarem a trabalhar...”, comentário de leitor na plataforma digital do DIÁRIO