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GENUS assinala Dia dos Monumentos e alerta para salvaguarda da Capela de Nossa Senhora da Vida

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Foto DR/Arquivo

A GENUS – Associação de Defesa do Património da Madeira assinalou este sábado, 18 de Abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que este ano tem como tema 'Património Vivo: Resposta de Emergência em Contextos de conflitos e catástrofes'.

Em comunicado, a associação sublinha que a valorização do património não deve limitar-se aos monumentos de maior notoriedade, defendendo a atenção a edifícios de menor escala, mas com relevância histórica e arquitetónica. “É fundamental salientar a importância não apenas dos monumentos, mas também de outros edifícios que, embora não possuam um carácter monumental, detêm um elevado interesse arquitetónico e histórico”, pode ler-se na nota emitida.

É fundamental salientar a importância não apenas dos monumentos, mas também de outros edifícios que, embora não possuam um carácter monumental, detêm um elevado interesse arquitetónico e histórico. Entendemos que é muito importante promover a reflecção e a preservação desses edifícios, para que sejam eles sublimes monumentos ou construções mais modestas, contribui significativamente para a manutenção da identidade cultural e histórica das comunidades em que estão inseridos. O passado permite-nos olharmos para o futuro com muito mais atenção, vejamos o que se passou na Capela de Nossa Senhora da Vida. Uma capela com Alvará de 26 de outubro de 1663, possuído um interessante núcleo de Arte Sacra, dos séculos XVII a XIX, doada a Região Autónoma da Madeira em 17 julho de 1997. Classificada de Valor Local em Resolução n°. 1170/97 do Conselho do Governo em 14 de agosto de 1997. Tomás Freitas, presidente da GENUS - Associação de Defesa do Património da Madeira

A GENUS destaca que a preservação destes imóveis contribui para a identidade cultural das comunidades, acrescentando que “a manutenção desses edifícios contribui significativamente para a manutenção da identidade cultural e histórica das comunidades em que estão inseridos”.

Como exemplo, é referida a Capela de Nossa Senhora da Vida, datada de 1663 e classificada de Valor Local desde 1997, que integra um conjunto de arte sacra dos séculos XVII a XIX. A associação alerta para a necessidade de intervenção, defendendo “a constituição imediata de uma mesa de diálogo técnico que identifique soluções para a salvaguarda da capela, ou no limite para a sua transladação”.

No mesmo comunicado, é ainda sublinhado que “a inação perante o aviso da natureza não pode continuar a ser a norma”, apelando a maior celeridade e vontade política na proteção do património.

A associação manifesta disponibilidade para colaborar na recuperação do imóvel, considerando tratar-se de “um imperativo ético perante a nossa herança comum”.