Alegada intoxicação alimentar na creche Auxílio Maternal afecta 13 crianças
Presidente da direcção da creche garante que a situação está a ser monitorizada pelas autoridades de saúde
Uma suspeita de intoxicação alimentar na creche Auxílio Maternal, no Funchal, terá levado várias crianças às urgências hospitalares, durante o dia de ontem, apurou o DIÁRIO.
Segundo informações recolhidas, cerca de nove crianças, com idades a partir dos nove meses, terão dado entrada no mesmo dia no Hospital Dr. Nélio Mendonça e no Hospital Particular da Madeira que apresentavam sintomas como vómitos e diarreia, alegadamente após o almoço servido na instituição. Perante a situação, a Saúde Pública foi accionada e deslocou-se ao estabelecimento, encontrando-se a averiguar as circunstâncias do ocorrido.
Contactada pelo DIÁRIO, a presidente da direcção da creche, Graça Moniz, confirmou a existência de casos, mas sublinhou que ainda não há confirmação sobre a origem dos sintomas. “Não sabemos. O que sabemos é que, de um universo de 283 meninos, temos 13 registos. Como vê, é uma percentagem mínima”, afirmou.
A responsável garantiu ainda que a instituição actuou de imediato assim que se apercebeu da situação. “A partir do momento que tivemos conhecimento da situação, desencadeámos os procedimentos que devíamos fazer, nomeadamente contactar a Saúde Pública, que está a averiguar e investigar.”
A presidente da direcção acrescentou que não é possível, para já, concluir se se trata de uma intoxicação alimentar ou de um vírus. “Pode ser um vírus, pode ser um caso pontual de intoxicação. Nós não somos especialistas, vamos aguardar pelo resultado”, referiu.
A dirigente assegurou também que a creche cumpre os requisitos de segurança alimentar, com a confecção das refeições a ser feita no local e sob controlo técnico. “Temos uma máxima preocupação com a segurança alimentar. Temos implementado o regime de HACCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo) e respeitamos todos os procedimentos”, frisou.
Segundo indicou, os casos registados envolvem sobretudo crianças mais pequenas, distribuídas por diferentes turmas.
A situação encontra-se agora sob análise das autoridades de saúde, aguardando-se os resultados das averiguações em curso.
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