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Madeira

Chega alerta para falta de trabalhadores e sobrelotação no sector social

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O Chega Madeira alertou, hoje, para as dificuldades enfrentadas pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras organizações do sector social na Região, apontando a falta de recursos humanos, a saturação das estruturas de acolhimento e os problemas de sustentabilidade financeira.

Em comunicado, Hugo Nunes, líder do partido na Madeira, considera que as instituições enfrentam uma "crise silenciosa mas severa", marcada pela dificuldade em contratar e fixar profissionais, nomeadamente nas áreas do apoio domiciliário e dos lares de idosos. Entre as razões apontadas estão os atrasos na revisão salarial, a falta de subsídios específicos e a ausência de salários competitivos.

O responsável considera que o envelhecimento demográfico e o aumento dos níveis de dependência dos utentes agravam a pressão sobre as respostas sociais existentes. Refere ainda o agravamento dos problemas de saúde mental e a falta de técnicos e equipamentos adequados para responder às necessidades dos idosos.

Segundo o Chega, esta pressão também se reflecte no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM), que recorre à contratualização de camas em IPSS para acolher doentes com alta hospitalar que não dispõem de apoio familiar.

Na área financeira, Hugo Nunes aponta os atrasos no processamento de verbas pelo Instituto de Segurança Social da Madeira e a ausência de mecanismos mais ágeis de restituição do IVA associado a projectos sociais, incluindo os financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

"Não bastam anúncios pomposos, promessas de oásis no deserto e meia dúzia de fotografias. Se ontem já era tarde, hoje é inadmissível que os ressarcimentos de verbas às IPSS continuem por liquidar", afirma.

No âmbito do Orçamento da Região para 2027, o partido defende o reforço do financiamento das respostas sociais, a aprovação do contrato colectivo de trabalho e o ajustamento das carreiras profissionais. Reivindica igualmente o alargamento das vagas para utentes com elevados níveis de dependência e demência, bem como a simplificação dos procedimentos relativos aos apoios contratualizados com a Segurança Social.

O líder do Chega Madeira considera que é necessário investir nos profissionais do sector, alertando que, sem esse reforço, "o dinamismo económico proclamado na região continuará a deixar para trás a franja mais frágil e envelhecida da sociedade madeirense".