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Madeira

Sector privado investe quatro vezes mais do que o público

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Foto Rui Silva/ASPRESS

Por cada euro investido pelo sector público regional, o sector privado investe quatro euros, afirmou José Manuel Rodrigues, secretário regional da Economia, na cerimónia das 500 Maiores e Melhores Empresas da Madeira.

O governante apontou esta mudança como uma das transformações mais relevantes da economia madeirense e defendeu que o crescimento depende cada vez mais das decisões de investimento das empresas.

“O investimento público criou uma parte essencial das condições para o desenvolvimento, a iniciativa privada assumiu um protagonismo crescente na utilização dessas condições para produzir riqueza, gerar emprego e alargar a presença da economia madeirense nos mercados”, declarou em representação de Miguel Albuquerque.

A intervenção centrou-se também nos desafios dos próximos anos. Rodrigues antevê um 2027 particularmente exigente, devido à instabilidade internacional, à pressão dos custos energéticos e dos combustíveis, às dificuldades nas cadeias de abastecimento e à evolução das taxas de juro. “A economia madeirense é hoje robusta, mas essa robustez não a coloca ao abrigo dos choques externos”, afirmou.

Para responder a esse contexto, o secretário regional defendeu previsibilidade e medidas que preservem a capacidade de investimento das empresas e o rendimento das famílias. No Orçamento Regional para 2027, o Governo prevê reduzir a taxa geral de IRC de 13,3% para 12,6%, com uma taxa de 2,75% na Costa Norte e no Porto Santo. Está também prevista a redução de 30% em todos os escalões de IRS e a manutenção da taxa reduzida de IVA de 4% nos bens essenciais.

A habitação foi apontada como outro dos factores com impacto na economia. As dificuldades de acesso a uma casa condicionam a autonomia dos jovens e a fixação de trabalhadores, num momento em que as empresas precisam de atrair e reter talento. “Uma economia que necessita de atrair talento não pode desconsiderar o peso crescente da habitação nas decisões da vida das pessoas”, disse, garantindo que a construção de habitação continuará a ser uma prioridade do Governo Regional.

Rodrigues defendeu ainda que a próxima etapa do desenvolvimento deve assentar numa maior diversificação da base produtiva, em empregos mais qualificados, na incorporação de tecnologia e conhecimento e na capacidade de exportar e criar mais valor. A produtividade, afirmou, será determinante para melhorar salários, financiar o investimento e sustentar serviços públicos de qualidade.

No final, associou o desempenho das empresas à qualidade de vida na Região: “O sucesso das nossas empresas e o progresso social da Região pertencem ao mesmo projecto de desenvolvimento”.