Conversas em família

Na comunicação que o primeiro-ministro fez ao País, em horário nobre, efetivamente não valeu a pena, o tempo que perdeu, pois, muita coisa ficou por dizer e nada foi devidamente explicado. Talvez fizesse parte do discurso, mas o mesmo, ficou esquecido numa das gavetas da sua secretária. Fez uma declaração ao país sobre a crise da habitação nesta terra lusitana, mas não apresentou soluções. Pareceu uma daquelas conversas em Família, nos velhos tempos do Estado Novo. Teve um lapso de memória ou não falar sobre as cargas policiais, e podia ter aproveitado o tempo de antena e pedido desculpas aos portugueses que foram selvaticamente agredidos pelos bastões da polícia. E assim, aquela comunicação ficou oca e sem jeito, somente feita para surdos.

Mário da Silva Jesus