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Portugal destaca oportunidades em energia e infraestruturas na Venezuela

Chefe de Gabinete da Presidência do Governo Regional da Madeira, Rui Abreu, acompanha delegação liderada pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida

Ministro para as Relações Exteriores e Comércio Internacional da Venezuela, Oliver Blanco, delegação portuguesa liderada pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.  Foto DR
Ministro para as Relações Exteriores e Comércio Internacional da Venezuela, Oliver Blanco, delegação portuguesa liderada pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.  Foto DR

O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, destacou este domingo, em Caracas, a recuperação do setor energético e a reconstrução de infraestruturas como áreas prioritárias para a participação das empresas portuguesas no mercado venezuelano.

"Sabemos que existem oportunidades relevantes e capacidades portuguesas que podem dar resposta às necessidades deste mercado. A recuperação do setor energético, em particular dos hidrocarbonetos, gera novas necessidades de equipamentos, tecnologia, infraestruturas e serviços especializados", disse.

Manuel Castro Almeida falava na residência oficial do embaixador de Portugal, em Caracas, durante o ato de boas-vindas aos representantes de cerca de 30 empresas portuguesas que integram uma delegação empresarial portuguesa que viajou à Venezuela para participar, em 03 de novembro, no Fórum Empresarial Portugal-Venezuela, organizado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

"A modernização e reconstrução do país abre igualmente espaço à participação de empresas portuguesas em áreas como a construção, a metalomecânica, a indústria, a indústria agroalimentar, a saúde, os transportes e os serviços conexos", disse.

O ministro explicou que "Portugal dispõe de empresas competitivas, internacionalizadas e reconhecidas pela sua capacidade técnica, de flexibilidade e fiabilidade" e que a missão empresarial "pretende dar visibilidade a essas competências e facilitar o encontro entre a oferta portuguesa e as necessidades concretas da economia venezuelana".

"Queremos afirmar Portugal como um parceiro económico presente, credível e disponível para contribuir com conhecimento, tecnologia, investimento e capacidade de execução", disse.

O governante sublinhou que o propósito da missão "não é promover contactos pontuais", mas sim "criar bases para relações empresariais consistentes, identificar projetos viáveis e desenvolver parcerias capazes de gerar valor, emprego e oportunidades em ambos os países".

Neste contexto, Manuel Castro Almeida destacou que a reabertura da delegação da AICEP em Caracas constitui "um passo particularmente importante", representando o compromisso do Governo português de reforçar a presença económica no país, acompanhar as empresas com maior proximidade e transformar oportunidades em projetos concretos.

Ainda assim, o ministro reconheceu que a Venezuela atravessa uma etapa exigente e que persistem "obstáculos importantes ao comércio e ao investimento", nomeadamente ao nível das operações bancárias internacionais, das condições aduaneiras e dos procedimentos administrativos.

"A confiança empresarial exige segurança jurídica, previsibilidade e condições favoráveis ao desenvolvimento da atividade económica", frisou, sublinhando que estas matérias devem ser abordadas com clareza no diálogo com as autoridades venezuelanas.

Segundo o responsável, a missão ministerial conta com a participação de cerca de 30 empresas e junta duas dimensões consideradas inseparáveis pelo Executivo: a força da comunidade portuguesa na Venezuela e a ambição de aprofundar a cooperação económica bilateral.

A acompanhar a visita oficial de três dias estão também o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, a presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Ana Casaca, e o Chefe de Gabinete da Presidência do Governo Regional da Madeira, Rui Abreu.