Comando ConVzla Portugal quer libertação dos presos políticos e eleições livres na Venezuela
A coordenadora do Comando ConVzla Portugal, Ana Cristina Monteiro, acompanhada por elementos da sua equipa, o deputado Carlos Fernandes, os familiares dos presos políticos Fernando Venâncio e Juan Rodríguez e Nohelia Alvarez, reuniu-se hoje com representantes dos grupos parlamentares do CDS-PP, Iniciativa Liberal (IL), Chega e Partido Social Democrata (PSD), numa iniciativa que contou também com a presença do ex-preso político e activista Jesús Armas.
O encontro teve como principal objectivo sensibilizar os representantes políticos portugueses para a necessidade de Portugal assumir um papel activo na defesa dos direitos humanos e das liberdades fundamentais na Venezuela, dando particular atenção à situação dos cidadãos portugueses e luso-descendentes que se encontram detidos por motivos políticos.
Durante as reuniões, foi igualmente destacada a importância de Portugal, no quadro das suas relações diplomáticas e institucionais, contribuir para a promoção de um processo de transição democrática, através da defesa de um cronograma eleitoral claro, credível e verificável, que permita a realização de eleições livres, transparentes e com garantias democráticas.
A libertação dos presos políticos, o respeito pelos direitos fundamentais, o restabelecimento das garantias democráticas e o direito do povo venezuelano a escolher livremente o seu futuro constituem questões que exigem atenção e acompanhamento da comunidade internacional.
A presença de Jesús Armas nestes encontros permitiu reforçar a partilha de informações sobre a realidade venezuelana e a importância de manter a situação política e humanitária do país na agenda das instituições democráticas portuguesas.
O Comando ConVzla Portugal considera fundamental que Portugal continue a acompanhar esta realidade e que, através dos seus representantes e dos canais diplomáticos disponíveis, contribua para que a libertação dos presos políticos e a definição de um calendário eleitoral democrático sejam prioridades da agenda internacional.
“A democracia não se constrói sem liberdade, não existe
justiça sem respeito pelos direitos humanos e não haverá uma verdadeira
transição democrática enquanto houver cidadãos privados da sua liberdade por
razões políticas”, refere Comando ConVzla Portugal.