Esperança de vida das mulheres madeirenses é quase 6 anos superior à dos homens
Esperança de vida à nascença na Região foi estimada em 80,06 anos,
As mulheres podem esperar viver, em média, 82,68 anos, enquanto os homens ficam pelos 76,83 anos.
As mulheres madeirenses têm uma esperança de vida à nascença quase seis anos superior à dos homens, segundo as tábuas de mortalidade por região NUTS II para o triénio 2023-2025, divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e também pela DREM. Na Região Autónoma da Madeira, a longevidade média é estimada em 80,06 anos, mas a diferença entre sexos é expressiva: 82,68 anos para as mulheres e 76,83 anos para os homens.
Face ao triénio anterior, 2022-2024, a esperança de vida à nascença aumenta 0,49 anos na Região, o equivalente a cerca de seis meses. A subida é mais acentuada entre os homens, com mais 0,60 anos, aproximadamente sete meses, enquanto nas mulheres o ganho é de 0,30 anos, cerca de quatro meses.
Apesar desta evolução, a esperança de vida na Madeira permanece abaixo da média nacional. Em Portugal, o indicador atinge 81,85 anos, mais 1,79 anos do que na Região, depois de crescer 0,28 anos, aproximadamente três meses, relativamente ao triénio precedente.
A nível nacional, as mulheres podem esperar viver 84,26 anos e os homens 79,22 anos. O Norte apresenta a maior esperança de vida à nascença, com 82,31 anos, enquanto a Região Autónoma dos Açores regista o valor mais baixo do País, de 78,69 anos.
Diferença mantém-se depois dos 65 anos
A vantagem da longevidade feminina também se verifica entre a população que já atingiu os 65 anos. Na Madeira, a esperança de vida a partir dessa idade é de 18,78 anos, mas sobe para 20,20 anos no caso das mulheres e fica pelos 16,90 anos entre os homens. A diferença entre os dois sexos é, assim, de 3,30 anos.
No conjunto do País, a esperança de vida aos 65 anos é de 20,19 anos, mais 1,41 anos do que na Madeira. As mulheres portuguesas com essa idade podem esperar viver mais 21,55 anos, enquanto os homens têm uma esperança adicional de 18,49 anos.
Também neste indicador, o Norte apresenta a maior longevidade, com 20,49 anos de esperança de vida aos 65 anos. Os Açores voltam a registar o valor mais baixo, com 18,47 anos.
Mais mulheres chegam aos 65 anos
As diferenças entre homens e mulheres são igualmente visíveis na probabilidade de sobrevivência até aos 65 anos. De acordo com a função de sobrevivência da tábua completa de mortalidade da Região, estima-se que 93% dos nados-vivos do sexo feminino atinjam essa idade, contra 83,5% dos nados-vivos do sexo masculino.
Estes valores representam uma estimativa baseada nas probabilidades específicas de morte por idade observadas no triénio 2023-2025, assumindo que essas condições se mantêm ao longo da vida das pessoas.
O INE assinala ainda que as tábuas de mortalidade relativas aos triénios de 2020-2022 a 2022-2024 foram revistas na sequência da divulgação, a 22 de Junho de 2026, das novas estimativas da população residente, de base administrativa.