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BCE coloca Portugal entre países da zona euro com maior subida dos preços das casas

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O Banco Central Europeu (BCE) destacou que Portugal está entre os países da zona euro com maior crescimento dos preços das casas no final de 2025, alertando para a pressão causada pela escassez de habitação.

No relatório sobre a estabilidade financeira, divulgado hoje, o BCE referiu que "os preços dos imóveis residenciais apresentaram um forte aumento geral no terceiro trimestre de 2025, embora com variações significativas entre países".

"Países da zona euro, como a Bulgária, a Croácia, a Lituânia e Portugal, registaram um crescimento sólido tanto nos preços dos imóveis residenciais como no crédito à habitação, embora o endividamento das famílias se mantenha relativamente baixo em alguns casos", indicou o banco central.

Em contraste, Alemanha, França, Áustria e Finlândia registaram um crescimento mais moderado quer nos preços das habitações, quer no crédito à habitação.

O BCE sublinhou ainda que a oferta de habitação continua insuficiente face ao aumento da procura em vários países da zona euro, apontando que o índice PMI da construção residencial mantém-se abaixo dos 50.

"Esta discrepância está a contribuir para a escassez de habitação, amplificando a pressão ascendente sobre os preços em vários mercados", alertou o banco central.

Segundo o relatório, os preços das casas estão a crescer mais rapidamente do que os rendimentos em alguns mercados, agravando os riscos de sobrevalorização.

A instituição acrescentou que "o aumento das medidas de sobrevalorização, combinado com o aperto das condições financeiras, resultou num ligeiro aumento dos riscos extremos para os preços dos imóveis residenciais na zona Euro no início de 2026".

No segmento do imobiliário comercial, o BCE considerou que o mercado estabilizou, embora persistam "desafios estruturais".

De acordo com o relatório, a percentagem de investidores que considera que o mercado imobiliário comercial está em recuperação tem permanecido "amplamente estável, mas moderada", abaixo dos 50%.

"A maioria dos investidores em mercados como a Alemanha, a França e a Áustria tendem a ver o mercado como estando próximo do fundo do ciclo ou ainda em recessão", lê-se no documento.

Segundo o banco central, "a maioria dos investidores de países como a Grécia, Espanha e Portugal, no entanto, perceciona as condições de mercado como estando em recuperação ou no pico do ciclo".

Além disso, o BCE alertou ainda que os mercados financeiros da zona euro continuam a evoluir num contexto "ordenado", mas permanecem expostos a uma possível "correção brusca" caso os cenários atualmente muito favoráveis venham a ser desmentidos.