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Madeira

Madeira com as maiores quebras na procura por casa para arrendar

Foto Shutterstock
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O mercado de arrendamento no Funchal e na ilha da Madeira registou, no 1.º trimestre de 2026, as maiores descidas de procura entre as capitais e regiões portuguesas analisadas pelo idealista, numa tendência que vai na contramão do comportamento nacional.

Enquanto em Portugal cada anúncio de arrendamento recebeu, em média, 24 contactos, um crescimento de 20% face ao mesmo período de 2025, o Funchal ficou pelos 19 contactos por anúncio, com uma quebra de 14% em relação ao ano anterior. Ainda mais expressiva foi a retracção ao nível da ilha da Madeira, que foi a terceira maior queda de procura em todo o país, com uma descida de 18%, apenas superada por Portalegre (-31%) e Évora (-29%).

Este comportamento coloca a capital madeirense numa posição intermédia no ranking nacional, a par de Évora, abaixo de cidades como Lisboa (21), Porto (20) ou Ponta Delgada (23), mas acima de Braga (16) e Coimbra (14).

A tendência é tanto mais relevante porque contrasta com o Porto, a cidade que mais cresceu em termos de procura no mesmo período (+82%), e com outras capitais de distrito onde a pressão sobre o mercado de arrendamento se intensificou.

Os dados, recolhidos pelo idealista/data, surgem num contexto de descida generalizada das rendas em Portugal de 2,7% no arranque do ano, o que, no caso da Madeira, poderá indicar um ajuste do mercado face a preços que afastaram potenciais arrendatários.