Só três escolas da Madeira superam o esperado no 'Ranking das Escolas'
Dez das 14 escolas públicas secundárias da Região com dados no ranking ficam abaixo do que o contexto dos alunos previa; quatro delas por mais de um valor. Francisco Franco é a melhor classificada, mas a de Santana e Ponta do Sol também se destacam
Só três escolas secundárias da Madeira conseguem superar o que era esperado dos seus alunos, e uma delas joga num campeonato à parte no Ranking das Escolas divulgado esta madrugada. A Escola Secundária Francisco Franco, no Funchal, tem a melhor média da região nos exames nacionais de 2025, 13,05 valores, e fica 0,92 acima do previsto para o seu contexto. É também a melhor posicionada nos dois rankings: 83.º lugar em superação e 82.º em exames.
Segue-se a Escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel Ferreira Cabral, em Santana, com 12,33 de média e +0,39 face ao esperado, e a da Ponta do Sol, com 12,00 e +0,02. A de Santa Cruz (11,83) fica praticamente em linha, com −0,01.
As outras dez ficam abaixo. Em quatro casos, a distância ultrapassa o valor: Câmara de Lobos (−1,44), Calheta (−1,47), Gonçalves Zarco, no Funchal (−1,49), e Porto Moniz (−1,30). Feitas as contas, a média simples das 14 escolas é de 11,35 valores e o desvio médio face ao esperado ronda os −0,54.
O Funchal tem a melhor escola da região e também a que está pior classificada em superação entre as que têm posição, a Gonçalves Zarco, em 521.º. Pelo meio ficam a Jaime Moniz (−0,25) e a Ângelo Augusto Silva (−0,35).
Na comparação com 2024, o balanço é, contudo, positivo. Nove escolas subiram no ranking de exames e quatro desceram. A maior subida é a de Santana, com 161 lugares, seguida de D. Lucinda Andrade, em São Vicente (+106), Ponta do Sol (+100) e Ângelo Augusto Silva (+99). Já a Calheta perdeu 112 posições, Câmara de Lobos 95, o Porto Santo 47 e a Jaime Moniz 32. Porto Moniz não tem posição por falta de dados.
Calheta e Câmara de Lobos acumulam, assim, queda recente e grande distância ao esperado, o que as coloca entre as escolas que mais atenção merecem.
O ranking usa os resultados dos exames do 11.º e 12.º anos nas oito disciplinas com mais alunos inscritos e conta apenas alunos dos cursos científico-humanísticos que fizeram provas na 1.ª fase de 2025. Escolas com poucos alunos nessas provas podem variar bastante de um ano para o outro.