Rubina Leal defende políticas públicas que “garantam uma longevidade com dignidade”
A presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Rubina Leal, defendeu hoje que o envelhecimento da população exige uma adaptação das políticas públicas às novas realidades demográficas, de forma a garantir que a longevidade seja vivida com dignidade, autonomia, segurança e qualidade de vida.
Na Cerimónia de Entrega do Prémio relativo ao Concurso 'Cidadania Sénior – A Madeira na Europa', que decorreu no Parlamento madeirense, Rubina Leal sublinhou que o aumento da esperança de vida representa uma das maiores conquistas do desenvolvimento coletivo, mas exige respostas adequadas nas áreas da saúde, da proteção social, da mobilidade e da organização das cidades. "Não basta acrescentar anos à vida. É fundamental acrescentar vida aos anos", afirmou.
A iniciativa, que resulta de um protocolo estabelecido entre a presidente da Assembleia Legislativa da Madeira e o deputado ao Parlamento Europeu, Paulo do Nascimento Cabral, contou com a participação de sete universidades seniores da Região, promovendo a criatividade, o conhecimento, a cidadania activa e a reflexão sobre a relação da Madeira com o projecto europeu.
Rubina Leal destacou a qualidade dos trabalhos apresentados, considerando que demonstram a capacidade de investigação, o espírito crítico e a vontade de continuar a aprender e a participar na sociedade, independentemente da idade.
Na sua intervenção, a presidente do Parlamento madeirense valorizou o papel das universidades seniores na promoção do envelhecimento activo e no combate ao isolamento e à solidão, salientando que estas instituições constituem espaços fundamentais de aprendizagem, convívio e partilha de experiências. Defendeu ainda que uma sociedade verdadeiramente desenvolvida deve reconhecer o contributo de todas as gerações, criando condições para que cada cidadão mantenha a sua autonomia, participação e realização pessoal ao longo da vida.
Rubina Leal destacou igualmente a importância de aproximar os cidadãos das instituições democráticas, considerando que o Parlamento deve assumir um papel activo na promoção de uma cidadania mais informada e participativa. Neste contexto, recordou que a iniciativa ganha particular significado no ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia da Madeira e os 40 anos da adesão de Portugal à Comunidade Europeia, dois marcos determinantes para o desenvolvimento da Região. A presidente sublinhou que a Madeira, enquanto Região Autónoma e ultraperiférica, possui uma identidade própria e uma voz que importa continuar a afirmar no espaço europeu.
A presidente da Assembleia Legislativa deixou ainda uma palavra de reconhecimento ao eurodeputado Paulo do Nascimento Cabral pelo envolvimento e compromisso com a concretização da primeira edição do concurso, destacando também a colaboração desenvolvida em matérias de interesse estratégico para a Região, nomeadamente nas áreas das pescas, da agricultura, do desenvolvimento rural e do desenvolvimento regional. Rubina Leal lançou igualmente o desafio de dar continuidade à iniciativa, através da realização de uma nova edição no próximo ano.
A Universidade Sénior da Ribeira Brava conquistou o primeiro lugar do concurso, enquanto a Universidade Sénior do Caniço recebeu uma menção honrosa. Rubina Leal felicitou as instituições distinguidas e todos os participantes das sete universidades seniores, reconhecendo a dedicação, o entusiasmo e a criatividade demonstrados. Agradeceu igualmente o trabalho desenvolvido pelas universidades seniores, pelos seus responsáveis e professores, bem como pelo júri do concurso.
A concluir, a presidente do Parlamento madeirense reafirmou que a cidadania não tem idade e que a valorização da experiência, a solidariedade entre gerações e a participação ativa de todos os cidadãos são fundamentais para construir uma Madeira mais justa, coesa e preparada para o futuro.