Força Aérea na Madeira poderá ter novos meios
Major-general Lopes Garcia reforça compromisso com continuidade: “Não pode haver rupturas”
Os meios da Força Aérea na Região Autónoma da Madeira poderão ser actualizados, o major-general Lopes Garcia revelou que há esforços a serem desenvolvidos nesse sentido. O novo Comandante Operacional da Madeira esteve ao início da tarde a apresentar cumprimentos ao Representante da República para a Região Autónoma da Madeira, Irineu Barreto. Na visita ao Palácio de São Lourenço reforçou que o seu trabalho será de continuidade. Para breve está um exercício conjunto com o Serviço Regional de Protecção Civil da Madeira.
Foi para apresentar cumprimentos e para demonstrar o apoio incondicional do Comando Operacional da Madeira e das Forças Armadas que o recém-empossado major-general Lopes Garcia esteve no Palácio de São Lourenço, a primeira paragem dos cumprimentos oficiais, depois de assumido no novo posto. O comandante, que tem sob a sua alçada o Exército, a Marinha e a Força Aérea no Arquipélago, reforçou o que já havia dito anteriormente. “Não pode haver rupturas”, disse. Pretende continuar com as linhas estratégicas já estabelecidas, nomeadamente com o reforço da parte do Comando e Controlo, do treino operacional, e em termos de informação situacional que envolve a Região. O major-general deixou claro que também não se vai envolver em questões particulares dos ramos com o Governo Regional, questões que não recaem no Comando e na sua direcção.
Lopes Garcia destacou o reforço que tem vido a ser feito na Região, nos vários ramos, em termos de meios materiais e de equipamentos e mesmo humanos, “algo extremamente positivo”, no sentido em que vem facilitar o seu trabalho de autoridade de coordenação desses mesmos meios.
Respondendo a uma questão sobre se está previsto algum reforço em termos de equipamentos para a Marinha ou para a Força Aérea, adiantou que “estão esforços a ser desenvolvidos”. Embora sem se alongar, acrescentou: “Estou mais ciente ao nível da Força Aérea, poderá haver aqui alguma actualização em termos dos meios, mas é algo que está directamente dependente de cada ramo”.
Lopes Garcia explicou que não é ele, ao nível do Comando Operacional da Madeira, que pode influenciar directamente esse processo. “Agora há uma noção clara, e foi aqui já dito recentemente pelo Sr. General Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas - CEMGFA, da importância da Madeira e da importância dos meios aqui colocados”.
A cooperação com as entidades e organismos regionais é para manter, onde se inclui o Serviço Regional de Protecção Civil e o apoio às populações. “A questão do apoio às populações é fundamental”, declarou.
Fruto dete trabalho conjunto, em meados de Novembro o Comando Operacional da Madeira vai promover um exercício conjunto de treino operacional para preparar respostas. “Exatamente identificando situações de crise, poder ver a melhor forma como podemos interagir e dar a resposta que esperam de nós”. Este exercício deverá desenvolver-se mais a um nível de decisão: “Há uma rotação de pessoas, de organismos, temos que continuar a treinar e percebemos que este treino operacional serve para reforçar em termos de coordenação, em termos de comando e controle o acontecimento situacional, para toda a gente poder estar preparado em caso de haver a necessidade de apoiar as nossas populações”, explicou.
O novo comandante do Comando Operacional da Madeira não quis revelar se é ou não a favor do regresso do serviço militar obrigatório.
Lopes Garcia é natural do Sabugal, antes de assumir o posto na Madeira era o Segundo Comandante das Forças Terrestres. Já esteve em várias zonas de conflito. Deverá ficar na Madeira até Janeiro de 2028.