"Evitem interacções com os lobos-marinhos"
IFCN alerta que a curiosidade destes animais, por vezes, pode transformar-se em agressividade
Os dois banhistas mordidos, esta manhã, por um lobo-marinho na Praia Formosa, sofreram apenas ferimentos ligeiros, garantiu Paulo Oliveira, do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN).
Em declarações à TSF-Madeira, o responsável indicou que uma das vítimas é um turista e a outra um madeirense. "As informações que tenho neste momento são de que não são ferimentos graves. O turista nem sequer recebeu qualquer tipo de assistência e o madeirense está em avaliação, mas, obviamente, não é uma situação grave", afirmou.
Dois banhistas atacados por lobo-marinho na Praia Formosa
Dois banhistas foram mordidos, esta manhã, por um lobo-marinho que se encontrava junto à zona balnear da Praia Formosa, no Funchal, o que levou à suspensão temporária dos banhos.
Na sequência do incidente, Paulo Oliveira voltou a apelar ao respeito pelo lobo-marinho, lembrando que se trata de um animal selvagem e que, por isso, deve ser evitada qualquer tentativa de aproximação.
"O lobo-marinho é um animal selvagem e as pessoas, de uma vez por todas, têm de começar a perceber isso. Têm de evitar as interacções com os lobos-marinhos", sublinhou.
Embora reconheça que a espécie é naturalmente curiosa e procure, por vezes, aproximar-se das pessoas, explicou que esse comportamento pode evoluir para uma reacção defensiva. "O lobo-marinho, por natureza, é muito curioso e gosta de interagir. Muitas vezes aproxima-se e mordisca num acto de curiosidade e de prospecção, não necessariamente por agressividade. No entanto, quando as pessoas reagem, essa curiosidade pode transformar-se rapidamente em agressividade", alertou.
Perante situações desta natureza, o responsável do IFCN reforçou que a recomendação é clara: "As pessoas têm de sair da água calmamente e evitar qualquer interacção com o animal." Apesar dos sucessivos alertas, lamentou que continuem a existir casos de banhistas que entram no mar para observar o lobo-marinho mais de perto.
Paulo Oliveira explicou ainda que, quando é observada a presença deste animal numa praia, o procedimento adoptado pelas entidades passa por retirar os banhistas da água e impedir novos acessos ao mar enquanto o animal permanecer nas imediações da zona balnear.
As orientações são exactamente essas, de retirar as pessoas da água e proibir a entrada enquanto o animal estiver por ali. Depois, enviamos os Vigilantes da Natureza para o local, que ajudam a gerir a situação Paulo Oliveira, do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN)
À hora destas declarações, o lobo-marinho permanecia junto à Praia Formosa. "Logo que o animal abandone a zona, tudo voltará à normalidade, embora seja sempre necessário manter a vigilância", concluiu.
Entretanto nas redes sociais, o IFCN deixou uma lista de boas práticas a adoptar em caso de avistamento de um lobo-marinho.
"Se estiver a praticar desportos náuticos, como paddle, kayak ou outros, não se aproxime do animal. Se o lobo-marinho procurar interagir, afaste-se com calma e saia da água. Caso o lobo-marinho se encontre em terra, não o perturbe, não faça barulho e não se aproxime", pode ler-se na publicação, onde também é solicitado que, em caso de avistamento, reporte a situação ao IFCN.
"Indicando, sempre que possível: a data, hora, local, comportamento do animal e número de indivíduos observados", frisa.
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